São Paulo, 25 de junho de 2026

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07/05/2011

Abimei vai a Brasília defender importação de máquinas

(08/05/2011) – Ennio Crispino, presidente da Abimei (Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais), e Daniel Dias de Carvalho, diretor da entidade, estiveram em Brasília, na semana passada, onde foram recebidos pela Secretária de Comércio Exterior (Secex), Tatiana Lacerda Prazeres, e pelo diretor de Operações de Comércio Exterior daquela Secretaria, Albertino Antonio da Costa Filho. Em encontro separado, reuniram-se também com o diretor de Operações da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Carlos Eduardo Abijaodi.

Em ambas as reuniões, os representantes da ABIMEI reforçaram a importância das máquinas-ferramenta e equipamentos industriais importados para o crescimento e aumento da competitividade do Brasil e se colocaram à disposição para colaborar com o Grupo de Aceleração da Competitividade (GAC) na elaboração da lista de produtos que passarão por critérios mais rigorosos de importação. “O Governo compreende que não adiantará impor barreiras de importação às máquinas, porque o problema está na importação de componentes e peças já manufaturados”, diz Crispino.

O presidente da ABIMEI alertou os representantes da Secex e da CNI para o perigo de medidas excessivamente protecionistas levarem a uma desaceleração do crescimento, prejudicando ainda mais os fabricantes nacionais. “A importação de bens de capital é necessária para o Brasil continuar competitivo no mercado internacional. A questão que atinge o fabricante atualmente é que boa parte da indústria ou as multinacionais estão deixando de produzir peças e componentes no Brasil, preferindo trazer manufaturados do Exterior”.

Segundo Crispino, o Governo vê com cautela a imposição de barreiras tecnológicas à importação dos meios de produção, “por meio de certificações que a indústria nacional terá dificuldade em se adequar”, em sua opinião. “ A ABIMEI participa do grupo do Inmetro/ ABNT que discute normas de segurança para prensas e está em negociação com o grupo de tubos e conexões de ferro. Sabemos quão rigorosas podem ser estas certificações”, afirma o presidente da ABIMEI.

Crispino diz que tanto os diretores da Secex como o diretor de Operações da CNI mostraram-se receptivos à proposta de ter a colaboração da ABIMEI na elaboração da lista de especificações técnicas de produtos que vão sofrer restrições de importação – uma das grandes reivindicações do GAC. “Nós nos colocamos à disposição do GAC para colaborar com o nosso conhecimento de importadores. Melhor do que ninguém, sabemos o que vem para o Brasil, o que a indústria nacional consegue produzir e o que precisa ser importado para o país continuar crescendo”.

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