(08/05/2011) – Com déficit crescente na balança comercial, a indústria de autopeças entregou na semana passada ao governo o documento Medidas Emergenciais, com propostas para a retomada da competitividade do setor. Entre as reivindicações estão a desoneração da folha de pagamento, financiamento de longo prazo para o segmento, normas do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia) para garantir a qualidade dos itens importados, revisão da classificação da NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) – para evitar irregularidades na importação – e a criação de fundo garantidor, para que as pequenas empresas consigam ter garantia em financiamentos bancários.
Uma das preocupações das fabricantes é a dificuldade para concorrer em pé de igualdade, tanto no Brasil quanto no Exterior, com produtos de outros países. A indústria tem sofrido com a invasão de itens importados, especialmente asiáticos.
Com isso, a balança comercial do setor, a cada ano, se torna mais deficitária. No primeiro trimestre alcançou US$ 1,14 bilhão, de acordo com dados mais recentes do Sindipeças. Em 2010, o déficit do setor foi de US$ 3,5 bilhões. Segundo o Sindipeças, em 2011, o déficit deve alcançar US$ 4,5 bilhões.
Os dados da entidade mostram ainda a crescente invasão de produtos chineses. De janeiro a março, as compras de itens daquele país cresceram 59,6% no trimestre frente a igual período de 2010. A China hoje já está em quinto no ranking das principais origens das importações de autopeças pelo Brasil.
Fonte: Diário do Grande ABC