São Paulo, 29 de maio de 2022

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29/01/2022

Indústria de máquinas fecha 2021 com alta recorde

(30/01/2022) – A indústria brasileira de máquinas e equipamentos fechou o exercício de 2021 com alta de 21,6% no faturamento. Foi o quarto ano consecutivo de desempenho positivo nas receitas de vendas do setor. Segundo a Abimaq, foi o ano de maior crescimento na história da entidade, fundada há mais de 80 anos.

“Foi um ano espetacular”, observa José Velloso, presidente-executivo da Abimaq. “No mercado interno as vendas cresceram acima de 25%. É algo ser comemorado, assim como os 21,6% na receita liquida. As exportações cresceram 34,2%; o consumo aparente, 14,8 e o emprego 15,6%. São números superlativos”, comemora.

Velloso explica que a entidade já vinha demonstrando otimismo desde a metade de 2020, quando os negócios com máquinas e equipamentos passaram a dar os primeiros sinais de recuperação, “quando a entidade vaticinou que o pior da crise já havia passado”. Em sua análise, o setor segue otimista, embora mais moderado. “Se repetisse os números de 2021 já seria bom, mas vamos crescer. Nossa previsão é de crescimento de 6%, mas sobre uma base forte”, afirma.

De acordo com o executivo, vários motivos impulsionaram os negócios do setor no ano passado, com destaque para a procura efetiva das indústrias brasileiras por modernização tecnológica, a reposição de máquinas e também o câmbio. “E vamos crescer em 2022 também por vários motivos, como é o caso da substituição de importações (para a indústria produzir aqui, internamente, a indústria precisa de máquinas) e novamente o câmbio será um deles. Nossa expectativa é que o câmbio chegue ao final de 2022 no mesmo patamar, de R$ 5,50, o que não deixa de ser bom para a competitividade do setor”, comenta.

Para 2022, a entidade prevê alta na produção física de máquinas de 4,5%, aumento da receita total de vendas de 6% e de 3% nas vendas domésticas. Para a exportação, a expectativa é de aumento de 15,6%, enquanto o número de postos de trabalho no setor deve aumentar 5%.

Exportações – O câmbio contribuiu para que as exportações se transformassem num destaques do balanço do setor em 2021: ao longo do ano, as vendas externas registraram trajetória contínua de recuperação na comparação com 2020. No mês de dezembro, na comparação com mesmo mês do ano anterior, o incremento das vendas externas foi de 46,4% – o nono mês seguido de alta neste tipo de comparação -, elevando o resultado acumulado no ano para 34,2%.

De janeiro a dezembro, o recorte por destino das exportações mostrou continuidade da recuperação das vendas de máquinas para países da América Latina (+51,5%). Já a China se destacou com um forte aumento nas aquisições de máquinas e equipamentos brasileiros (+434%). Os Estados Unidos, principal destino das exportações do setor, registraram incremento de 19,8%, enquanto as vendas para os países da zona do euro cresceram 16,9%.

Importações – Segundo a Abimaq, “a recuperação da atividade econômica trouxe mudança na dinâmica dos investimentos e com ela o aumento também na aquisição de máquinas importadas”. Após a queda de 6,8% em 2020, as importações cresceram 23,4%. O volume das importações se estabilizaram em nível observado antes da pandemia da covid-19, ao redor de US$ 1,8 bilhão por mês.

Entre as principais origens das importações, China, EUA e Alemanha comandam o ranking respectivamente. No ano de 2021, as importações oriundas da China cresceram 53,8%, consolidação sua posição de líder com mais 25% das compras totais de máquinas pelo Brasil. As compras vindas dos EUA recuaram 7,2%, levando o país a ocupar a segunda posição (17,9% de participação). No período, as importações da Alemanha, terceira colocada, cresceram 11,7%.

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