(10/04/2011) – Segundo dados divulgados na semana passada pela Abraciclo, as vendas de motocicletas registram aumento de 5% em março sobre o mês anterior e de 2,5%, em comparação com março de 2010. Já a produção apresentou crescimento de 6,1% frente a fevereiro e de 19,7% no comparativo com o mesmo período do ano passado.
“A volta gradativa do crédito e a alternativa das vendas pelo consórcio colaboram para esta recuperação sustentável do mercado de motocicletas. Na comercialização ao consumidor final (emplacamento) já superamos em 2011 os números do período pré-crise, de 2008, uma demonstração da retomada de crescimento do setor”, afirmou Jaime Teruo Matsui, presidente da Abraciclo.
Segundo a entidade, a frota brasileira de motocicletas cresceu 409% de 2000 a 2010. O Nordeste é a região que, atualmente, apresenta o maior crescimento, com expansão de 540% no número de motociclos na última década. Porém, o Sudeste ainda é a região com o maior número de motocicletas em circulação, respondendo por 41% da frota nacional (6.796.229), com expansão de 340% no período.
PRIMEIRO TRIMESTRE – A alta do mês de março puxou o resultado do acumulado do ano. As vendas apresentaram crescimento de 22,8% acima do registrado no primeiro trimestre de 2010, e a produção, com 533.082 unidades fabricadas, subiu 32,6% nos primeiros três meses de 2011.
“Nota-se um crescimento animador nesse período, o que estimula o mercado e mantém nossas expectativas quanto às projeções”, comenta Matsui. A Abraciclo prevê para este ano a comercialização de 2 milhões de motos no mercado interno (9,5% acima de 2010). A produção deve avançar 13,3% em 2011, com 2.060.000 unidades fabricadas.
EXPORTAchr38Ccedil;ÕES EM QUEDA – Em março, as exportações apresentaram queda de 7,1%, em relação a fevereiro. No comparativo com o mesmo período do ano passado, a baixa é de 33%. Foram vendidas ao mercado externo 4.607 unidades no mês passado e 13.170 motocicletas no acumulado de janeiro a março, o que representa recuo de 87% no período.
A Abraciclo avalia que as vendas externas não terão grande representatividade em 2011. A entidade prevê recuo nas exportações de 14%, passando das 70 mil unidades vendidas para o exterior, em 2010, para 60 mil unidades neste ano. “Nossas estimativas apontam que o dólar deve manter-se no ano de 2011 no mesmo patamar de 2010, o que não colabora com as exportações”, diz Matsui.