(27/03/2011) – Fabricante de bens de capital voltados para a indústria açucareira, fundada em 1948, a Mausa é a mais nova fabricante de máquinas-ferramenta do mercado brasileiro. A empresa assinou contrato de transferência tecnológica com a Colgar, da Itália, e passará a produzir fresadoras e mandrilhadoras em suas novas instalações, inauguradas oficialmente na semana passada no distrito Industrial Unileste, em Piracicaba.
Em área de 172 mil m², a nova fábrica da Mausa tem mais de 30 mil m² de área construída e exigiu investimento de R$ 90 milhões, 50% deles financiados pelo BNDES. Desse total, R$ 25 milhões foram investidos na modernização do parque fabril, com a aquisição de centros de usinagem e de torneamento. O objetivo é o de aumentar a produtividade em cerca de 30%. A empresa produz, entre outros, centrífugas automáticas e contínuas, filtros rotativos a vácuo e de pressão; filtros-prensa; pontes e pórticos rolantes voltados aos setores sucroalcooleiro, químico e petroquímico, de papel e celulose, minerador, metalúrgico, hidrelétrico, siderúrgico e alimentício.
MÁQUINAS – Para Egon Scheiber, gerente comercial da empresa, a linha de máquinas diversificará a produção da Mausa, possibilitando expansão de cerca de 15% ao ano no faturamento até 2014. Em 2011, a empresa prevê faturar R$ 100 milhões, cerca de 20% superior ao realizado em 2010. “A Colgar entrará com o projeto e nós com a execuçãochr38rdquo;, disse. A expectativa da Mausa é de que a nova linha torne-se responsável por até 20% do faturamento em dois anos.
Roberto Dedini, presidente da Mausa, afirmou durante o evento de inauguração, que as novas máquinas irão atender à demanda por máquinas de grande porte dos setores petrolífero, eólico, ferroviário, portuário e de mineração. Existe também a intenção de exportar as máquinas para países emergentes.
Segundo Dedini, o negócio com a Colgar surgiu a partir da própria necessidade da Mausa. De acordo com ele, ao procurar máquinas com determinadas especificações no mercado nacional, a companhia descobriu que o País tinha carência de fornecedores de mandrilhadoras de grande porte. Hoje, a Mausa possui uma mandrilhadora em funcionamento para uso próprio e tem outra sendo fabricada para uma empresa do setor de metal mecânico. O preço de cada máquina deve girar em torno de US$ 1, 2 milhão.
Embora não tenha sido possível confirmar esta informação, a Mausa pode vir a expor a nova linha na próxima Feimafe, de 23 a 28 de maio, no Anhembi. Pelo menos, seu nome está entre as empresas que reservaram espaço para participar do evento.