(13/03/2011) – O boom da construção civil no país, os setores de infraestrutura e de petróleo e gás, além da Copa do Mundo e a Olimpíada, levaram o grupo Manitowoc Crane Group, dos EUA, a resgatar projeto de 2006 e investir R$ 70 milhões na abertura de uma fábrica em Passo Fundo. O protocolo de intenções foi assinado no início de março.
Segundo Mauro Nunes, gerente geral de operações da Manitowoc no Brasil, o projeto foi desenvolvido em 2006, mas mantido em hibernação. “Em 2010, foi retomado com três cidades o disputando: Passo Fundo, a região de Araraquara e Fortaleza. Na reta final, a decisão ficou entre São Paulo e Rio Grande do Sul, com empate nos principais itens como logística, suprimento e mão de obra. O desempate a favor dos gaúchos veio com o Fundopem/Integrar”, explicou o executivo.
A nova fábrica será a primeira da Manitowoc na América Latina (o grupo conta com três unidades nos EUA e fábricas na China, Índia, Rússia, Eslováquia, França, Itália e Portugal, – A planta, primeira na América Latina). Será instalada em área de 45 hectares no Distrito Industrial de Passo Fundo. A unidade fabricará, em um primeiro momento, três guindastes: RT, para terrenos acidentados; Gruas, para construção civil, e Truck Train, guindaste telescópio.
Segundo informações do governo gaúcho, a empresa pretende formar rede de fornecedores, principalmente do Rio Grande do Sul, numa raio de 340 km da fábrica. Existe também a possibilidade de que o complexo industrial receba sistemistas. “A unidade brasileira será a terceira do grupo com alta tecnologia na fabricação de guindastes pesados, repetindo o que é feito somente nas nossas fábricas dos Estados Unidos e Itália”, lembrou o vice-presidente para a América Latina, Larry Weyers.
O plano da Manitowoc é iniciar a montagem da fábrica em abril, com prazo de 12 meses para ativar sua linha de produção. Em 2013, a unidade fabril deverá estar produzindo 80 mil unidades por ano dos guindastes RT e Gruas, com faturamento previsto de R$ 100 milhões. Em 2014, é prevista a entrada na linha de produção do guindaste Telescópio, com a produção anual ficando entre 100 e 120 mil unidades, com previsão de R$ 400 milhões de faturamento/ano.
