(23/01/2011) – A indústria ferroviária brasileira está otimista com o desempenho do setor nos próximos anos. Um dos motivos para tanto é o projeto de expansão da malha ferroviária do País que, até 2020, deve saltar dos atuais 30 mil km para 41 mil km. Os investimentos necessários à infra-estrutura de transportes para a realização da Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 reforçam o otimismo.
Para este ano, a Abifer – Associação Brasileira da Indústria Ferroviária estima crescimento tanto na produção de vagões quanto de locomotivas. A entidade avalia que em 2011 serão produzidos 50% mais vagões de carga que no ano passado, chegando a cerca de 5 mil unidades (em 2010 foram produzidos 3.300 vagões de carga).
Já a produção de locomotivas – hoje o Brasil conta com três fabricantes, EIF Engenharia, GE Transportation e AmstedMaxion – que foi de 65 no ano passado deve passar de 100 em 2011.
A produção de carros de passageiros também deve crescer, mas num volume menor. Em 2010 a produção total foi de 420 unidades. Em 2011, deve chegar a 450.
Segundo o Ministério dos Transportes, a expansão da malha e o crescimento da atividade econômica vão exigir a compra de pelo menos 40 mil vagões de cargas, 4 mil carros de passageiros e de 2,1 mil locomotivas nos próximos dez anos.
Para atender o aumento da demanda, segundo a Abifer, a indústria ferroviária vem investindo pesado. Entre 2003 e 2010, o setor investiu cerca de R$ 1 bilhão em ampliação, novas plantas e introdução de novas tecnologias.
