(16/01/2011) – O lançamento da pedra fundamental da nova fábrica da Fiat no Complexo Industrial Portuário de Suape, na Região Metropolitana do Recife, foi comemorado pelo presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, e pelo CEO mundial do Grupo Fiat, Sergio Marchionne. O ato simbólico de início das obras aconteceu no dia 28 de dezembro passado, no Porto de Suape. Também presentes, o governador Eduardo Campos e o presidente da Fiat na América Latina, Cledorvino Belini, destacaram os benefícios econômicos e sociais que virão com o empreendimento, como a atração de novas indústrias e a capacitação técnica de um grande contingente de profissionais.
As principais definições do novo projeto foram apresentadas pelo presidente Belini: a fábrica ocupará terreno de 4,4 milhões de m², a cerca de 13 km do Porto de Suape. Os investimentos somam R$ 3 bilhões e a capacidade de produção será de 200 mil veículos por ano, a partir de 2014. A fábrica produzirá novos modelos, desenvolvidos no Brasil e voltados para a demanda do consumidor brasileiro e latino-americano. Além da fábrica, os investimentos abrangem a construção de um Centro de Pesquisa & Desenvolvimento, além de um amplo programa de treinamento de recursos humanos para operar o novo empreendimento.
O polo industrial em torno da fábrica reunirá ainda fornecedores de componentes e sistemas, em uma arquitetura de negócio e produção que privilegia os ganhos logísticos e a eficiência, otimizados a partir da localização estratégica de Suape, que favorece a movimentação tanto de insumos quanto de produtos acabados. “Esta combinação resultará em ganhos de competitividade para a Fiat, diante do esperado crescimento do mercado automotivo brasileiro, e transformará o panorama econômico da região”, afirmou Belini.
“O Brasil é hoje um dos lugares do mundo onde os investimentos encontram um dos ambientes mais seguros e promissores”, afirmou Marchionne, ressaltando que não é a primeira vez em que exprime essa opinião e que agora este é um fato reconhecido internacionalmente.
A relevância do Brasil para a Fiat foi enfatizada por Marchionne: “Especialmente nos últimos dois anos, quando todas as indústrias do mundo enfrentaram uma crise assustadora, o aporte das operações brasileiras ao Grupo Fiat foi determinante”, disse Marchionne. Ele reafirmou a meta de superar a marca de 1 milhão de veículos vendidos no Brasil até 2014 e destacou que os laços entre a Fiat e o Brasil têm raízes mais fortes do que puramente os aspectos econômicos e comerciais.
“Crescemos como parte integrante do sistema brasileiro, compartilhando as dificuldades, os desafios e o sucesso”, disse ele em seu pronunciamento. “Tenho grande satisfação em perceber que a Fiat aqui é considerada como uma empresa do País, e posso assegurar que não há lugar no mundo onde também nós nos sintamos tanto em casa como no Brasil”.