(19/12/2010) – A Siemens mantém atualmente 13 unidades industriais no Brasil. Até o final de 2011 outras duas fábricas já podem estar em operação no País, além de uma terceira que deve abrir as portas apenas em 2012. A informação foi dada por Adilson Primo, presidente da Siemens do Brasil, em coletiva de imprensa realizada na semana passada, na sede da empresa em São Paulo.
De acordo com o executivo, a primeira dessas três unidades será uma fábrica de aerogeradores eólicos, ainda sem local definido para instalação – provavelmente em um Estado do Sul ou do Nordeste, regiões onde se concentra hoje a produção eólica do País. Nessa unidade, que deve entrar em operação no segundo semestre de 2011, serão investidos R$ 20 milhões. “Vamos fabricar os aerogeradores com índice de nacionalização crescente”, disse Primo, acrescentando que a princípio a nacionalização estará na faixa de 60%, devendo chegar rapidamente aos 70%, requisito fundamental para obter financiamento da Finame.
A segunda unidade irá produzir motores de baixa tensão (posteriormente também deverá fabricar os de média tensão). O foco dessa unidade, segundo Adilson Primo, é o setor de óleo e gás. A localização dessa unidade também não foi definida, mas ela deverá entrar em operação no final de 2011 ou, no mais tardar, no início de 2012.
O terceiro investimento produtivo será voltado à fabricação de redutores para atender a demanda do setor de geração de energia (hidroelétrica, térmica ou de biomassa). “Este investimento ainda está em fase inicial de análise, de montagem do business plan”, informou o executivo.
O investimento previsto pela companhia para 2011 está orçado em R$ 150 milhões. Além das três novas unidades, serão aplicados recursos na ampliação e modernização de várias unidades fabris. Entre estas, Primo citou a unidade da Osram, fabricante de lâmpadas. “Esse segmento, aliás, é um exemplo da desindustrialização do País. Existiam quatro fabricantes de lâmpadas no Brasil. Hoje, somos o único produtor local. Para competir com as empresas que hoje apenas importam, decidimos trazer tecnologias de última geração para o Brasil”, informou.