(28/11/2010) – O Brasil deve fechar 2010 com recorde de consumo aparente de produtos siderúrgicos, em grande parte suprida pelas importações – que devem registrar aumento de 154% este ano. Segundo previsão do Instituto Aço Brasil (IABr), o consumo aparente deve ser de 26,8 milhões de toneladas este ano, 44% a mais do que em 2009 e 11% acima de 2008, período pré-crise.
O acréscimo constatado em 2010 em relação aos dois anos anteriores deve-se às importações, que este ano estão estimadas em 5,9 milhões de toneladas (154% mais que em 2009 e 123% mais que em 2008). “No pós-crise, a América Latina passou a atrair volumes crescentes de exportações e isso foi percebido claramente no Brasil. O recorde de consumo infelizmente não significou recorde de produção de aço no País, mesmo com sobra de capacidade”, afirmou o presidente do Conselho Diretor do IABr, André B. Gerdau Johannpeter.
O aumento das importações reflete em muito os efeitos do câmbio valorizado, da persistência de elevados excedentes de oferta no mercado internacional e da existência de incentivos estaduais à importação. Tais incentivos têm prejudicado o desenvolvimento da indústria e a geração de empregos no país e já tiveram sua constitucionalidade questionada junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) por órgãos representantes do empresariado e dos trabalhadores.
A produção brasileira de aço bruto está estimada pelo Instituto Aço Brasil, para 2010, em 33,1 milhões de toneladas, crescimento de 25% em relação ao ano passado. As vendas internas devem apresentar crescimento de 30,4% em relação a 2009, chegando a 21,3 milhões de toneladas. As exportações de produtos siderúrgicos no período devem totalizar 8,7 milhões de toneladas e 5,5 bilhões de dólares, representando aumento de apenas 1% de volume, quando comparado com 2009.