(26/09/2010) – De 13 a 18 de setembro, foi realizada a feira IMTS, em Chicago, nos EUA, um dos maiores eventos mundiais do setor de máquinas e ferramentas do mundo, que reuniu 1.728 empresas em 1.180 estandes, atraindo 82.411 visitantes. O evento anterior havia acontecido em setembro de 2008, dias antes do início da crise econômica internacional que até hoje ainda exibe sinais em vários países. Para muitos expositores, a feira serviria de termômetro do nível de recuperação dos negócios o mercado norte-americano.
Vários brasileiros que estiveram em Chicago há duas semanas relataram ao site usinagem-brasil que o clima era de otimismo. Tanto de clientes, quanto de expositores. “A feira foi um sucesso. Os visitantes demonstravam grande interesse em investir e os expositores estavam satisfeitos com o volume de negócios acima da expectativa”, conta Décio Lima, diretor-geral da DMG South America. “Particularmente para nós, a IMTS foi um grande sucesso. Fechamos um volume de negócios superior a US$ 5 milhões, além de um volume significativo de projetos em negociação.
Para Carlos Eduardo Ibrahim, gerente de Vendas da Okuma Latino Americana, depois da IMTS, não há mais dúvidas que “o setor industrial norte-americano voltou”. Segundo o gerente, muitas empresas chegaram à feira com metas mais modestas que as de 2008, quando o mercado estava muito aquecido, mas acabaram se surpreendendo. “No caso da Okuma, por exemplo, no fechamento viu-se que o volume de negócios chegou a 85% do obtido na edição de 2008, que era considerado um resultado excepcional”, diz. O resultado superou a meta da Okuma em cerca de 20%, com destaque para as máquinas mais sofisticadas, de maior valor agregado.
Ibrahim conta que nos contatos que manteve com concorrentes durante o evento estavam todos muito animados e motivados com o volume de negócios. “Todos diziam que haviam superado suas metas”, diz, frisando que a subsidiária norte-americana vinha de quatro meses seguidos de crescimento, sendo que, no mês passado, havia registrado o melhor agosto pré-IMTS de sua história. “Os principais setores industriais dos Estados Unidos, como o automotivo, de energia, militar, aeroespacial e de medicina estão aquecidos”.
Fernando Garcia de Oliveira, gerente de Marketing e Treinamento Sandvik Coromant do Brasil, conta que seus colegas norte-americanos classificaram o evento como excelente. “Ficaram bastante satisfeitos com o bom número de visitantes e com a qualificação desses visitantes”, disse. “O clima era de otimismo”.
Carsten Witthüser, da Blaser Swisslube, também esteve em Chicago. Em sua análise, o evento deu boas perspectivas para os fabricantes de máquinas e um bom volume de negócios. Porém, “após a intensidade da crise internacional, o clima entre os expositores do evento era de otimismo moderado”.