(05/09/2010) – Para o novo presidente da Abimei, Ennio Crispino, que tomou posse em 1º de setembro, desde o segundo semestre de 2009 o mercado brasileiro de máquinas e equipamentos importados vive bom momento. Porém, em sua opinião, ainda não será o suficiente para retornar aos níveis pré-crise internacional.
“Há segmentos que estão até acima do realizado em 2008, mas de maneira geral estimamos fechar 2010 com cerca de 70 a 80% do faturamento obtido no período pré-crise”, informa. Crispino lembra que no ano passado o setor amargou queda de 50% nos negócios.
De acordo com o dirigente empresarial, em alguns segmentos do mercado os negócios têm se mantido em bom ritmo devido ao fato de a demanda estar acima do que pode ser suprido pelos fabricantes nacionais, caso das máquinas-ferramenta convencionais e CNC e injetoras para plásticos. “Esses clientes encontram nos importados produtos que atendem suas necessidades em termos de qualidade e prazo de entrega”, afirma. Ainda segundo o dirigente, em outros casos, os clientes recorrem à importação em busca de competitividade, para ter acesso aos mesmos meios de produção de seus concorrentes internacionais.
O setor – mais especificamente os 87 associados da Abimei – movimenta cerca de US$ 2 bilhões/ano. Para Crispino, “esse montante é bastante representativo em termos do setor de bens de capital no Brasil”.