São Paulo, 23 de junho de 2026

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15/08/2010

Marcopolo cresce mais de 40% no primeiro semestre

(15/08/2010) – A Marcopolo registrou crescimento em suas operações no primeiro semestre deste ano. A produção em suas fábricas no Brasil e exterior atingiu 13.007 unidades, com aumento de 43,8% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita líquida superou R$ 1,4 bilhão e o lucro líquido alcançou R$ 148,1 milhões. Esse desempenho levou a empresa a rever suas projeções para R$ 2,8 bilhões de receita líquida em 2010 com produção de 26.500 ônibus.

As operações no exterior apresentaram aumento no semestre de 56,9%,o que contribuiu para melhorar o lucro líquido da Marcopolo. Fora do Brasil, as unidades operacionais apresentaram significativos aumentos de produção no primeiro semestre 2010: Índia, 145,9%; África do Sul, 77,2%; Argentina, 20,2%; Colômbia, 13,8%. A mais nova fábrica, no Egito registrou a produção de 192 ônibus. No México, o volume produzido em 2010 foi 50,1% inferior ao período anterior, mas, de acordo com a empresa, o mercado já mostra atualmente sinais de recuperação.

A Marcopolo revela que o aumento de produção nas unidades brasileiras teve como destaque o fornecimento para o segmento rodoviário. A renovação de frota iniciada no ano passado – impulsionada pelos programas de financiamento do BNDES – continuou e os empresários investiram na aquisição de novos veículos. As projeções de crescimento da Marcopolo baseiam-se no cenário positivo para o setor de ônibus no Brasil. “A despeito do baixo volume de exportações, a produção brasileira deve voltar a superar as 30 mil unidades neste ano, voltadas principalmente para atender a forte demanda interna”, analisa a empresa.

Os projetos de infraestrutura visando atender a Copa do Mundo de 2014, as Olimpíadas de 2016, os investimentos na melhoria do transporte urbano no país, a consequente renovação e ampliação da frota de ônibus, o leilão das concessões das linhas interestaduais e internacionais, programado para 2011, e a demanda por ônibus escolares proveniente do projeto “Caminho da Escola” seguem sendo os principais drivers de crescimento do setor nos próximos anos no Brasil. No exterior, negócios pontuais de exportação já confirmados sinalizam a recuperação também do mercado externo.

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