(08/08/2010) – A indústria da manutenção deverá movimentar mais de R$ 120 bilhões em 2010, segundo a pesquisa Mapa da Manutenção, realizada pela Associação Brasileira de Manutenção (Abraman). O investimento atual é 33% maior do que na última edição da enquete, quando o volume apurado foi de R$ 90 bilhões.
Segundo a Abraman, o crescimento está ligado ao aumento da produção e a investimentos para evitar paradas não programadas e acidentes ambientais. O levantamento foi realizado com as maiores empresas do país. Foram consultadas companhias dos setores de papel e celulose, petróleo e gás, siderúrgico, saneamento, metalúrgico, petroquímico, têxtil, energia, transporte e automotivo. A sondagem completa será apresentada no 25º Congresso Brasileiro de Manutenção – de 13 a 17 de setembro, em Bento Gonçalves (RS).
Do total dos investimentos, as empresas deverão gastar, de acordo com a composição histórica dos custos de manutenção, 33% com material, 31% com pessoal próprio e 27% com serviços contratados.
44% das empresas ouvidas informaram que a idade média de equipamentos e instalações varia de 11 a 20 anos. 31% das companhias têm ativos entre novos e com dez anos de utilização. Apenas 25% das indústrias, que responderam à pesquisa, afirmaram possuir máquinas e plantas com idade superior a 21 anos.
“É importante destacar que as empresas declararam na pesquisa um aumento da manutenção corretiva e a redução da preditiva, permanecendo o nível da preventiva. Em contrapartida, verificou-se discreto aumento na indisponibilidade devido à manutenção, embora a disponibilidade operacional dos equipamentos, que mede o valor médio do tempo em que os ativos físicos estiveram aptos para produzir, tenha ficado em 90,27%. Esse número está dentro dos padrões internacionais”, explica José Eduardo Lobato, presidente da Abraman.
O presidente da associação ainda destaca que o custo da manutenção permanece em 4,14% em relação ao Patrimônio Imobilizado e ao Faturamento Bruto das empresas. “Esse dado está acima da média mundial, que fica em 4,12%”, afirma Lobato.