(18/07/2010) – O índice de nacionalização de peças e equipamentos brasileiros utilizados na prospecção de petróleo pela Petrobras deveria ser maior, em torno de 80%, segundo o diretor-executivo de Petróleo e Gás da Abimaq Alberto Machado.
Conforme Machado, que participou do seminário Participação da Indústria Brasileira no setor de Petróleo e Gás, promovido em São Paulo pela Abimaq, hoje apenas entre 20 e 30% das peças e equipamentos utilizados pela estatal é nacional.
Na opinião do diretor da entidade, a produção nacional vem perdendo espaço para o produto estrangeiro nos últimos anos, mesmo com a exigência por parte da estatal de percentuais mínimos de manufaturados brasileiros nos equipamentos que compra. “Existem grandes itens que sozinhos já dão um percentual alto. Mas esses itens são de baixo valor agregado no que diz respeito a geração de emprego”.
Rogério Boeira, engenheiro do Departamento de Petróleo e Gás da Abimaq, informou que o BNDES está desenvolvendo uma série de ações para aumentar a competitividade da indústria brasileira. Entre as medidas desenvolvidas está a criação de comitês regionais para promover a interação entre as empresas do setor e o mapeamento dessas companhias.
Esse tipo de ação, explicou Boeira, permite a integração de diferentes componentes da cadeia produtiva, gerando mais eficiência e reduzindo custos. Segundo o engenheiro, algumas vezes, o produto estrangeiro custa menos porque é vendido em “pacotes” com uma série de equipamentos e peças. Com a interação entre as empresas, a indústria nacional se tornaria capaz de utilizar a mesma estratégia de venda.
Machado defende que, além disso, os contratos de venda sejam adaptados a realidade da indústria brasileira. “Quando você está fazendo um produto pela primeira vez, você tem o custo do investimento, custo do projeto e o custo do ajuste do processo”.