(18/07/2010) – Relatório da ONU sobre a oferta mundial de metais alerta para a ameaça de chr38ldquo;extinçãochr38rdquo; de alguns destes materiais. “Os cientistas devem antever a possibilidade de não dispor de toda a Tabela Periódica para trabalhar no futuro”, afirmou Thomas Graedel, da Yale University, ao divulgar o relatório, o primeiro de uma série de seis relatórios que estão sendo preparados pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP) para a reunião Rio 2012.
Um dos maiores obstáculos para determinar a quantidade de metal com que a humanidade poderá contar no futuro é que só existem estatísticas de extração e utilização de um terço dos metais. Na lista dos “metais ameaçados de extinção” estão lítio, neodímio e índio, elementos essenciais para a indústria eletrônica, em especial o lítio, a base das baterias dos equipamentos portáteis.
O relatório identificou o índio como um exemplo onde a procura deverá crescer fortemente. As 1200 toneladas consumidas em 2010 devem aumentar para 2600 em 2020 na medida em que é utilizado na produção de LEDs e eletrodos transparentes para monitores e TVs de tela plana. Hoje, apenas 1% do lítio é reciclado.
“Exceto para os metais básicos principais e para dois metais preciosos, as taxas de reciclagem de todos os metais da Tabela Periódica são baixos”, frisa Graedel. Segundo o relatório, a única saída para evitar a falta desses metais é iniciar ou aumentar a reciclagem.
Celulares e computadores podem usar até 40 elementos químicos, em quantidades que vão de miligramas a gramas. No meio científico costuma-se dizer que um celular tem em seu interior metade da Tabela Periódica.
Fontes: CiênciaHoje/Inovação Tecnológica