(27/06/2010) – As indústrias catarinenses planejam investir R$ 2,6 bilhões no período 2010-2012, sendo a maior parte (R$ 1,4 bilhão) ainda neste ano. Do total do montante, 88% (R$ 2,26 bilhões) devem ser aplicados nas fábricas localizadas em Santa Catarina e o restante em unidades localizadas em outros estados ou no exterior. Os setores de metalurgia básica (R$ 732 milhões), celulose e papel (R$ 400 milhões) e alimentos e bebidas (R$ 273 milhões) lideram as intenções de investimento. Os dados são da publicação Desempenho e Perspectivas da Indústria Catarinense 2010, lançada pela Fiesc.
Em 2009, os valores investidos pela indústria de SC somaram R$ 1,2 bilhão, com queda de 43% em relação aos R$ 2,1 bilhões de 2008. Na avaliação do presidente da Fiesc, Alcantaro Corrêa, a redução dos investimentos reflete a crise econômica mundial e a incerteza das indústrias quanto aos reflexos da recessão sobre o crédito e a demanda. “Apesar da melhoria do cenário em 2010, a recuperação do nível de investimentos não é tão vertiginosa, se comparada com o desempenho de 2008. Mas, temos que lembrar que aquele foi um ano atípico, com valores acima da média dos últimos anos”, diz. “O total de investimentos de 2010 está em linha com os valores históricos”, completa.
O montante previsto até 2012 não contempla os investimentos anunciados por indústrias de outras unidades da federação em Santa Catarina, como os do Grupo EBX, da ZF e do Grupo Global (termoelétrica). O levantamento foi realizado junto a 135 empresas de médio e grande portes. O percentual de empresas que já definiram os investimentos para 2011 é de 51%. Em relação a 2012, 47,5% das indústrias afirmaram que têm investimentos previstos.
Aquisição de máquinas e equipamentos, atualização tecnológica e desenvolvimento de produtos estão entre os principais destinos dos investimentos. Também serão investidos em aumento da capacidade produtiva, ampliação das instalações e lançamento de produtos.
Um dado importante da pesquisa é que 64,6% das empresas já estão trabalhando com a mesma capacidade produtiva dos níveis pré-crise. Para 86,4% dos empresários, a capacidade instalada atual atende às demandas previstas para 2010, porém, mais de 50% das companhias pretende ampliar a capacidade de produção em 2010.
Para os industriais, há pontos preocupantes para este ano. Entre eles: desvalorização do câmbio, a concorrência externa (principalmente em relação à China e ao avanço da Rússia no mercado europeu), o aumento dos preços dos insumos e das matérias-primas, a infraestrutura deficiente, a elevada carga tributária e o crédito caro e escasso.
Obs: A pesquisa está disponível para download gratuito no portal Fiescnet (www.fiescnet.com.br), no menu Publicações.