(27/06/2010) – A divisão industrial da SKF do Brasil fechou o primeiro trimestre de 2010 com crescimento de 26% em relação ao mesmo período de 2009. O resultado – 10% acima do previsto pela companhia – é conseqüência da retomada do mercado industrial no País no início do ano.
O mercado de fabricantes de máquinas foi o que mais contribuiu para o desempenho, com aumento de 40% em representatividade na carteira de negócios da companhia. Distribuição industrial e end users vêm logo em seguida, ambos com crescimento de 32% no comparativo com 2009. A companhia fechou quatro novos contratos nos segmentos alimentício e de papel e celulose.
Segundo Mauro Luna, diretor de Vendas Industriais da SKF do Brasil, o setor industrial brasileiro está muito aquecido e vários mercados voltaram a investir pesado em infraestrutura. “Por conta de PAC, pré-sal, Copa do Mundo e Olimpíadas no Brasil, a demanda será muito forte nos próximos anos e as empresas precisam se preparar para atender, eliminando gargalos. Todos esses fatores deverão fazer com que a SKF feche 2010 com um crescimento 25% superior a 2009”, observa o executivo.
Com o bom resultado, a própria Divisão Industrial da SKF volta a investir em infraestrutura e acaba de inaugurar um Centro de Distribuição em João Pessoa (PB), com capacidade para armazenamento de 1.7 mil itens. O novo CD tem como objetivo tornar os processos de distribuição no Norte e no Nordeste mais ágeis e eficientes.
“As regiões Norte e Nordeste apontam o maior potencial de crescimento no Brasil. A SKF enxerga essa tendência e já está pronta para atender a essa demanda cada vez mais crescente”, afirma Mauro, que espera crescer ainda mais na região. “Hoje, essas regiões já representam 15% das vendas. Nossa meta é aumentar esse número para 25% até o final deste ano”, completa.
SERVIchr38Ccedil;OS – A divisão de serviços industriais da SKF do Brasil registrou crescimento de 10% no primeiro trimestre de 2010, em relação ao mesmo período de 2009. Assim como no mercado industrial, essa alta também é reflexo do aquecimento do setor, principalmente das indústrias que atuam no segmento de papel e celulose, siderurgia, mineração e cimento.
De acordo com Carlo Alberto Fernandes, diretor de Serviços Industriais da SKF do Brasil, o principal motivador deste crescimento no primeiro trimestre de 2010 foi a retomada dos negócios da SKF na área de vendas de produtos para manutenção preditiva (software e coletores de dados), que sofreu mais com a crise econômica mundial de 2009.
“A divisão trabalha em duas frentes: a execução de serviços, que responde por 75% dos negócios, e a venda de produtos, que normalmente responde por 25%. No ano passado, os serviços se mantiveram, porém houve queda de 10% nas vendas de coletores de dados e softwares”, explica o executivo. Com o reaquecimento do mercado industrial, Fernandes ressalta que o cenário dos negócios da SKF com a venda de produtos já voltou à sua normalidade.
Segundo o executivo, a expectativa da divisão de serviços industriais da SKF é crescer 30% até o final de 2010, saltando dos atuais 25 clientes ativos, para cerca de 30. “A indústria como um todo voltou a crescer e acredito que todos os setores irão investir muito este ano, com destaque para óleo e gás, mineração e papel e celulose”, conclui.