São Paulo, 22 de junho de 2026

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13/06/2010

Alguns critérios para a realização do retrofitting

(13/06/2010) – O empresário que deseja fazer o retrofitting de uma máquina deve tomar alguns cuidados, começando pela procura de uma empresa do ramo que seja idônea. É preciso também que o proprietário da máquina forneça o máximo de informações possíveis sobre a mesma. Outro cuidado é o de procurar conhecer quem são os fornecedores dos equipamentos novos (motores e CNCs, por exemplo) que serão instalados na reforma.

Uma empresa de retrofitting conceituada no mercado, com bom número de máquinas reformadas e um nome a zelar, terá condições de informar ao cliente se o mais viável é a reforma ou a compra de uma máquina nova. Como em qualquer tipo de serviço, os preços podem variar entre um orçamento e outro, mas o empresário deve ter o bom senso de estabelecer outros critérios, além do preço, na escolha de quem vai mexer em sua máquina.

De acordo com Edson Casagrande, diretor da MCS, fabricante de CNCs, a honestidade de ambas as partes deve prevalecer na hora de definir o negócio. “O retrofitting é um processo mais econômico que a aquisição do equipamento novo, porém não deve ser encarado como mágica ou milagre”, diz. “Às vezes, o empresário compra a máquina num leilão e não recebe a documentação, como os manuais, esquemas elétricos etc. necessários para conhecer o seu funcionamento, o que pode dificultar o trabalho, bem como a elaboração do orçamento para a realização do retrofitting”, explica.

Para Marcílio de Azevedo, da HSE Eletrônica e Automação, a elaboração do orçamento é um dos pontos mais complicados. “Não vendemos produtos, mas serviço e tecnologia”, esclarece. Segundo ele, a empresa de retrofitting, em princípio, tem de acreditar nas informações do cliente. Porém, às vezes o proprietário garante que a máquina está boa e o técnico verifica que não. “Este erro de avaliação não é por má intenção do cliente, mas por desconhecimento de detalhes técnicos”.

Azevedo informa que em máquinas de pequeno porte o retrofitting só se justifica se for para obter uma especialização que não se encontra normalmente no mercado. Mas há exceções, caso das retíficas cilíndricas e planas de pequeno porte. Já para equipamentos de grande porte, o retrofitting é sempre uma boa alternativa, seja para agregar novas tecnologias como o CNC ou para a especialização.

José Fernando Perez, da CNC Service, frisa que a experiência é fundamental na hora de avaliar o equipamento, propor o preço e executar o trabalho. “Não podemos esquecer que uma máquina reformada terá novos recursos tecnológicos e maior produtividade, dobrando sua velocidade de trabalho ou até mais, e a parte mecânica tem de suportar estas mudanças”, ressalta. Para ele, a estrutura mecânica do equipamento antigo é a área mais complexa do retrofitting. “É a parte mecânica que decide o preço da reforma. Se o seu custo for muito alto, é melhor comprar uma nova”.

Além das mudanças mecânicas (troca de guias, verificação da velocidade do eixo-árvore e outras), Perez observa que outro item fundamental é o sistema de lubrificação, necessário para que a máquina trabalhe bem com a nova velocidade que irá ganhar com a instalação de CNC e servomotores.

Casagrande observa que a indústria que opera com equipamentos que passaram por retrofitting tem de ter plenas garantias sobre o serviço. “Se o empresário compra um equipamento novo, o fabricante o assiste com a garantia. Com o retrofitting deve ser a mesma coisa: garantia de quem reformou e de quem forneceu os novos equipamentos instalados”.

CRITÉRIOS – Para o diretor da MCS, não há fórmulas pré-estabelecidas para que o retrofitting dê certo. “O que existe são critérios que o proprietário do equipamento deve avaliar”. Para tanto, elaborou uma relação de dicas, baseadas no bom senso e na experiência da MCS como fornecedora de CNCs para retrofitting, no intuito de auxiliar as empresas que desejam reformar e atualizar tecnologicamente suas máquinas.

1-Saber como seu equipamento está mecanicamente; 
2-Conseguir a máxima documentação possível, como manuais, esquemas elétricos, de lubrificação etc.; 
3-Conhecer máquinas similares que foram atualizadas e saber sobre os resultados; 
4-Buscar referências da empresa de retrofitting; 
5-Não se iludir apenas com o preço de CNC, motores e acionamentos; 
6-Exigir da empresa de retrofitting documentação sobre os equipamentos que foram instalados, bem como o processo de adaptação; 
7-Treinar técnicos de manutenção e operadores que irão trabalhar na máquina reformada;
8-Definir o responsável pela “nova” máquina: o dono do equipamento ou a empresa que fez o retrofitting. Nunca transferir esta responsabilidade para os fornecedores dos dispositivos instalados.

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