(06/06/2010) – Segundo dados divulgados pelo BNDES na semana passada, os financiamentos para a compra de máquinas e equipamentos atingiram níveis recordes nos primeiros quatro meses deste ano, tanto em valores desembolsados quanto em número de operações.
Nesse período, foram liberados R$ 15,6 bilhões em créditos à aquisição de bens de capital por meio da linha BNDES Finame, com crescimento de 133% na comparação com os mesmos meses do ano passado (R$ 6,7 bilhões) e envolvendo 67,5 mil operações. Isso representa cerca de 1.000 operações realizadas por dia útil, acima da média histórica de 340 operações diárias (crescimento de 194%), no âmbito do BNDES Finame.
Para o banco estatal, a principal razão para esses resultados é o Programa de Sustentação do Investimento (PSI), aprovado em junho do ano passado, com financiamento a máquinas e equipamentos com taxas de juros fixas. No período, o BNDES Finame respondeu por 44% dos desembolsos totais do banco, que somaram R$ 35,7 bilhões, com expansão de 34% sobre o total liberado em igual período de 2009.
No primeiro quadrimestre de 2010, o setor de Infraestrutura absorveu R$ 14,1 bilhões em desembolsos do Banco, com expansão de 41,3% em relação aos R$ 9,9 bilhões liberados nos mesmos meses de 2009. O crescimento foi puxado pelo segmento de transporte rodoviário, com R$ 7,6 bilhões.
chr38Agrave; Indústria, foram desembolsados R$ 10,5 bilhões entre janeiro e abril, com destaque para alimentos e bebidas (R$ 3,2 bilhões), material de transporte (R$ 1,5 bilhão) e mecânica (R$ 900 milhões). Para a Agropecuária, em fase de recuperação, o BNDES liberou, no mesmo período, R$ 3,4 bilhões (alta de 100,6%). Outro setor que apresentou crescimento expressivo, de 144%, foi Comércio e Serviços, com desembolsos de R$ 7,5 bilhões.
Numa análise de mais longo prazo, as estatísticas revelam que nos últimos 12 meses, encerrados em abril, o BNDES desembolsou R$ 146,4 bilhões, valor 58% maior que o registrado em igual período do ano anterior, considerando o empréstimo de R$ 25 bilhões à Petrobras. Sem a operação da Petrobras, os desembolsos em 12 meses, até abril último, cresceram 31%.
As aprovações de crédito ficaram em R$ 179 bilhões (alta de 55%), mostrando vigor no nível de investimentos do país. As consultas mantiveram-se estáveis em R$ 199 bilhões (crescimento de 1%).