São Paulo, 22 de junho de 2026

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30/05/2010

Máquinas: diminui a dependência do setor automotivo

(30/05/2010) – Diz o velho ditado que não se deve colocar todos os ovos na mesma cesta. No Brasil, os setores de máquinas e ferramentas de corte até recentemente praticamente não tinham outra alternativa. As vendas para o setor automotivo representavam cerca de 70% dos negócios (ou até mais) para muitas empresas. Essa forte dependência vem sendo reduzida com o surgimento de novos mercados, ou melhor, com a expansão de outros setores industriais, caso da indústria de óleo e gás, geração de energia, entre outras.

Essa foi a observação de Eduardo K. Watanabe, gerente Regional da Mori Seiki Brasil, durante a recente Feira Internacional da Mecânica. “O mercado brasileiro sempre dependeu muito do setor automotivo e que o se viu na feira foi o surgimento de oportunidades novas em novos setores”, disse. “Essa diversificação do mercado no Brasil nos deixa muito otimistas”.

Para Watanabe, também outro dado a ser ressaltado é que ao mesmo tempo pode-se observar durante o evento no Anhembi a expansão geográfica do mercado nacional, para muito além do tradicional Sul e Sudeste. O gerente diz ter recebido em seu estande a visita de indústrias do Centro-Oeste e do Nordeste. “São detalhes que até recentemente não eram tão perceptíveis”.

Quanto ao volume de negócios, Watanabe informa que o mercado brasileiro está em plena recuperação. “Tivemos um salto nas vendas em comparação com o ano passado. Em março, registramos o melhor mês de vendas em 18 meses”, diz, lembrando que a comercialização das máquinas Mori Seiki no Brasil está a cargo da Mitsui Motion.

A filial brasileira da Mori Seiki atua apenas no suporte técnico e treinamento dos clientes. Diante da recuperação dos negócios, a filial também retomou seus investimentos em estrutura nas áreas de assistência técnica, engenharia de aplicação e treinamento. Novos técnicos foram contratados e treinados no Japão. “Para agilizar nosso atendimento contratamos um técnico para atuar na região de Curitiba e em breve teremos um para atender os clientes do Rio Grande do Sul”, conta.

Novas máquinas também já estão disponíveis no Brasil. Uma delas, o centro de usinagem vertical de cinco eixos, o NMV 5000, era o destaque no estande da empresa na Mecânica 2010.

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