(18/04/2010) – A produção brasileira de aço bruto no primeiro trimestre foi de 8 milhões de toneladas, com alta de 59,3% em relação ao igual período no ano passado e queda de 1,1% quando comparada com o trimestre imediatamente anterior. Já o consumo aparente (= importação, menos exportação) de produtos siderúrgicos totalizou 6,3 milhões de toneladas, o que representa elevação de 73%, em relação a igual período do ano anterior.
Esses números foram apresentados na semana passa, em São Paulo, durante o Congresso Brasileiro do Aço. Flavio Azevedo, presidente do Conselho Diretor do Instituto Aço Brasil, organizador do evento, afirmou que a recuperação do setor está acontecendo rapidamente e que os momentos de crise serviram para serem tiradas lições. “A indústria está preparada para atender as futuras demandas. Estamos otimistas em relação ao crescimento do mercado interno, principalmente por causa dos programas especiais do governo como o de Óleo & Gás e o Minha Casa, Minha Vida, além dos eventos como a Copa 2014 e os Jogos Olímpicos Rio 2016”, afirmou.
Os bons resultados do primeiro trimestre confirmam a visão otimista da indústria brasileira do aço, ainda em recuperação depois da crise econômica internacional. A previsão do IABr de produção para este ano é de 33,2 milhões de toneladas de aço, 25,1% a mais do que no ano passado. As previsões relativas às vendas, cujos resultados foram fortemente impactados pela crise de 2008, são de aumento de 26,2%.
As exportações de produtos siderúrgicos do 1º trimestre deste ano, atingiram 2 milhões de toneladas no valor de 1,2 bilhões de dólares. A previsão para 2010 é exportar 11 milhões de toneladas de produtos siderúrgicos. “Entre as preocupações do setor destacam-se a queda nas exportações e as crescentes importações de bens fabricados por alguns segmentos intensivos em aço”, disse Azevedo. “É um quadro que requer atenção e está associado às taxas de câmbio e, em parte, às assimetrias nas condições de concorrência com empresas internacionais”,
André Bier Gerdau Johannpeter, que assumiu a presidência do Conselho Diretor do IABr durante o evento, reforçou que a indústria brasileira do aço está preparada para atender aos desafios do crescimento econômico. “O Brasil tem capacidade de produzir hoje 42 milhões de t de aço bruto que serão acrescidas, ainda este ano, de mais 6 milhões de t devido ao início de operação de novas usinas. Nossa capacidade atual supera em cerca de 100% a demanda interna prevista para este ano e possibilita ao setor manter elevada posição exportadora. Ainda assim vamos continuar investindo”, disse Johannpeter.
Os projetos de expansão previstos para o setor somam R$ 71,6 bilhões, o que deve elevar a capacidade de produção de aço do País para cerca de 77 milhões de toneladas em 2016. Segundo a entidade, a retomada dos projetos de expansão “demonstra a confiança da indústria do aço no crescimento sustentável do País e reafirma sua disposição de continuar abastecendo plenamente o mercado interno e ampliar sua participação nos mercados internacionais”.