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14/03/2010

Demanda mundial por ferramentas apresenta leve alta

(14/03/2010) – Ao longo do ano passado, estima-se que as vendas de ferramentas de corte em todo o mundo caíram cerca de 30%. Os negócios em 2009 ficaram abaixo do volume registrado em 2008 mesmo se comparados os dois últimos trimestres de cada período. Por outro lado, os sinais de recuperação das atividades tiveram início no terceiro trimestre e se mantiveram no período seguinte. É o que se apura dos balanços publicados pelo Grupo Sandvik, Kennametal e Seco Tools.

A Kernnametal registrou de outubro a dezembro o segundo trimestre de aumento no volume de vendas. Os negócios cresceram 8% em relação ao trimestre anterior, totalizando, no último semestre de 2009, crescimento de 13%. No entanto, na comparação entre o 2º semestre de 2009 com o mesmo período do ano anterior a queda é de 30%. “Registramos um crescimento seqüencial de vendas nos últimos dois trimestres, impulsionado pela recuperação gradual da economia, aumento da atividade industrial em determinadas regiões geográficas e mercados finais, e maior demanda de clientes reabastecer seus estoques”, disse o presidente e CEO da Kennametal Carlos Cardoso.

“Durante o quarto trimestre, o mercado mostrou tendências positivas e a recuperação gradual, que começou no terceiro trimestre, se manteve”, analisou o presidente e CEO da Sandvik Lars Pettersson. Para o executivo, esta melhora da situação se deve em parte às bases muito baixas de comparação e à redução dos estoques de ferramentas nos clientes. No ano, porém, o volume de negócios da multinacional sueca foi reduzido em 36%.

“O aumento na atividade desde setembro é uma indicação de que muitos clientes estão terminando atividades desarmazenamento”, informa o relatório do balanço da Sandvik. Segundo o documento, a procura pelos produtos da Sandvik Tooling foi relativamente alta na Ásia, particularmente na China, e registrou leve melhora na América do Norte em comparação com o trimestre anterior, em especial nos setores de energia e automotivo. “A entrada de encomendas da indústria aeroespacial, de energia e tecnologia médica se manteve estável em um nível ligeiramente superior ao de outros segmentos”.

Em relação a 2008, a queda de receita da Seco Tools em 2009 foi 31%. No último trimestre, porém, “a demanda melhorou ligeiramente em quase todos os mercados de atuação da Seco Tools, particularmente em algumas economias emergentes da Ásia, como a China e a chr38Iacute;ndia”, disse Kai Wärn, presidente e CEO da Seco Tools.

Na avaliação de Wärn, “apesar da turbulência do mercado, 2009 foi um ano de sucesso para a Seco Tools, quando a empresa conseguiu aumentar a sua participação no mercado e fez uma série de lançamentos de produtos importantes”.

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