(06/12/2009) – A fábrica da CNH – Case New Holland, em Sorocaba (SP), que irá produzir máquinas agrícolas e de construção, será inaugurada no próximo dia 29 de janeiro. A informação foi antecipada pelo governador José Serra, em visita à região, e depois confirmada pela assessoria de comunicação da empresa, segundo os jornais locais. A fábrica, que ficou sete anos fechada, recentemente voltou a produzir peças e componentes para alimentar a produção de outras unidades do grupo.
No final de 2007, a CNH (integrante do Grupo Fiat) divulgou a intenção de reativar a produção em Sorocaba, com investimento de cerca de R$ 1 bilhão. Parte dos recursos seria empregado na instalação do novo Centro de Logística e Distribuição de Peças, que irá abastecer todas as unidades da empresa na América do Sul. Com isso, a área construída da unidade será elevada de 90 mil m² para 150 mil m² (no local também foi instalado um centro de distribuição da Iveco, outra empresa do grupo Fiat, com 30 mil m²).
Em janeiro terá início a produção de máquinas agrícolas (colheitadeiras). A produção de máquinas de construção (retroescavadeiras) está prevista para ter início no final de 2010. Em 2011, estima-se que fábrica estará empregando de 1.200 a 1.500 funcionários. A planta de Sorocaba está sendo montada para ser uma fábrica-modelo, com perspectivas de exportar para todos os mercados onde a CNH atua.
Presente no Brasil há 50 anos, a CNH conta com quatro fábricas no País. Além de Sorocaba, mantém unidades fabris em Piracicaba (SP), onde são produzidas colheitadeiras de cana e café; Contagem (MG), que fabrica máquinas de construção; e Curitiba (PR), onde fabrica equipamentos agrícolas. Resultado da fusão da Case Corporation com a New Holland, em 1999, a CNH opera em 170 países e mantém 40 fábricas no mundo.
Em 2008, o faturamento global da CNH atingiu US$ 18,5 bilhões (70% deles resultados dos negócios com máquinas agrícolas). No terceiro trimestre de 2009, o faturamento somou € 2,3 bilhões (cerca de US$ 3,45 bilhões), com queda de 27,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, “devido ao persistente declínio da demanda global no setor de construção e ao desaquecimento das encomendas no setor agrícolachr38rdquo;, informa o balanço do Grupo Fiat. No mesmo período, ainda de acordo com os dados de balanço, a CNH registrou ganho de participação de mercado no setor de tratores agrícolas na América do Norte e de colheitadeiras na América Latina.