(08/11/2009) – Ao completar o primeiro exercício pós início da crise financeira mundial, a demanda por ferramentas de corte se mantém em baixa em praticamente todos os principais mercados desta indústria. É o que se pode observar dos balanços trimestrais divulgados nas últimas semanas por três dos principais players globais: Sandvik, Kennametal e Seco Tools, que registram quedas em torno de 35% nas vendas, na comparação com o mesmo período do ano passado.
Segundo o relatório divulgado pela Sandvik, a recessão global se manteve durante o terceiro semestre de 2009, com os negócios fracos em todos os segmentos e mercados, com exceção do setor de energia e o mercado chinês. A Sandvik Tooling, uma das áreas de negócios do grupo sueco, registrou vendas em nível ligeiramente superior aos demais segmentos na indústria aeroespacial, de energia e indústrias de tecnologia médica. Porém, a entrada de pedidos no terceiro trimestre comparado com o mesmo período do ano anterior registrou queda de 37%, enquanto as vendas no mesmo período caíram 38%. Na comparação entre os noves meses de 2009 com o mesmo período de 2008, a queda é 41% na entrada de pedidos e de 39% nas vendas.
Já a Kennametal, “após três trimestres de acentuado declínio nos negócios”, registrou – no trimestre encerrado em setembro – crescimento de 6% sobre o trimestre anterior. Porém, na comparação com o mesmo trimestre de 2008 as vendas ainda estão 36% menores. O faturamento no trimestre atingiu US$ 409 milhões, contra os US$ 643 milhões apurados no mesmo trimestre do ano passado. Segundo o relatório divulgado pela empresa norte-americana, “a atividade industrial global apresentou alguma estabilidade no período”. No entanto – prossegue a análise -, a melhoria das condições de negócios neste momento é bastante irregular. “Embora haja alguns sinais global positivos de melhora na economia global, continua a ser difícil prever com segurança a magnitude e a duração de uma recuperação sustentável”.
O relatório divulgado pela Seco Tools segue linha semelhante. “O mercado apresentou certa estabilização durante o período, porém o futuro permanece incerto. Não vemos atualmente sinais de alteração de curto prazo no cenário de demanda”, avalia Kay Wärn, presidente e CEO da empresa. Na comparação com períodos anteriores, a queda de receita foi de 34% em relação ao 3º trimestre de 2008 – mesmo índice apurado na comparação entre os três trimestres de 2009 com os de 2008. Warn observou um leve crescimento no período, o que classificou “como um efeito das reduções de inventário, agora concluído entre os nossos clientes finais e distribuidores”.