(30/08/2009) – A produção industrial de julho de 2009 registrou queda de 10,7% na comparação com o mesmo mês de 2008. “O destaque negativo ficou por conta da produção de autoveículos, que, após dois meses consecutivos de crescimento, recuou 1,0% na passagem de junho a julho”, destaca Leonardo Mello de Carvalho, coordenador do Indicador Ipea de Produção Industrial Mensal, divulgado na semana passada.
Segundo o instituto, ligado a Secretaria de Assuntos Estratégicos, a queda de 1,0% foi inesperada, pois os estoques haviam se reduzido, com volume de vendas recorde em junho. Em julho, as vendas de veículos no mercado doméstico também caíram, totalizando 285.406 unidades. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a queda no setor de veículos foi de 11,5%.
Por outro lado, dois indicadores, considerados termômetros da indústria, voltaram a apresentar crescimento: a produção de papel e papelão, que avançou 2,2% em relação a junho, e a carga de energia que, após cair 0,5% em junho, se recuperou em julho, crescendo 1,7%.
Dentre os 27 ramos pesquisados, 13 apresentaram variação positiva. Apesar deste resultado, a sexta alta consecutiva, a indústria encerrou o primeiro semestre de 2009 com recuo de 13,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Os destaques positivos foram a indústria extrativa – avanço de 5,3% – e o setor de bens de capital, com crescimento pelo terceiro mês seguido. Com este último resultado positivo (2,1%), o setor acumulou avanço de 5,5% no trimestre encerrado em junho. Já a categoria de bens de consumo semi e não duráveis caiu 2,6% em relação a maio, o primeiro resultado negativo desde janeiro.
Na comparação interanual, todas as categorias voltaram a registrar queda. O pior resultado, mais uma vez, foi registrado na produção de bens de capital, com retração de 22,8% em relação a junho de 2008.