São Paulo, 20 de junho de 2026

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12/07/2009

Retração no mercado de ferramentas foi superior a 30% no 1º semestre

(12/07/2009) – O mercado de ferramentas de corte caiu entre 30 e 40% no primeiro semestre de 2009, na comparação com igual período do ano passado. A estimativa foi feita na semana passada por Cláudio Camacho, diretor do Sinafer e coordenador do Grupo de Metal Duro da entidade.

Camacho ressalva que não se trata de um levantamento oficial, mas de estimativa feita a partir de conversas mantidas entre as cerca de 20 empresas que participam regularmente das reuniões do Grupo de Metal Duro. Na avaliação do diretor, esse número deve estar muito próximo da realidade, pois “acompanha o que está ocorrendo no meio industrial”. A diminuição da demanda ocorre em quase todos os segmentos industriais, com maior ênfase naqueles mais dependentes de exportações.

Para Camacho, a queda é preocupante, primeiro porque é expressiva, segundo porque as empresas do setor não percebem sinais de recuperação no volume de negócios. Mesmo o aumento das vendas de automóveis a partir da redução do IPI, por exemplo, ainda não refletiu nas vendas, sendo que o setor automotivo é o principal consumidor de ferramentas de corte no País.

“Vê-se sinais positivos aqui e ali, mas ainda insuficientes para melhorar as perspectivas do setor”, diz Camacho, que não se arrisca a fazer projeções para este ano. Para ele, no momento não é possível prever quando o mercado irá retomar e muito menos em que patamar voltará. “O sentimento das empresas participantes do grupo de Metal Duro é o de que o mercado deve ir melhorando até o final do ano, mas não há como prever em que nível estará em dezembro”.

Substituição Tributária – Camacho conta que o grupo também tem discutido outras questões que estão afetando o desempenho do setor. Uma delas é a Substituição Tributária, legislação recém-apresentada pelo Governo e que traz dificuldades a toda a rede de distribuição de ferramentas. A entidade está elaborando estudos para apresentar às autoridades.

Outra questão presente na pauta das reuniões do grupo de Metal Duro é a ação dos piratas – pessoas e empresas que comercializam ferramentas de origem incerta, falsificadas ou contrabandeadas. A entidade tem buscado encontrar alternativas para reduzir o espaço de ação dos piratas.

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