(28/06/2009) – A crise derrubou a venda de máquinas importadas. A queda no faturamento é superior à registrada nas vendas de máquinas-ferramenta nacionais (53,5%). Segundo a Abimei, entidade que representa cerca de 80% das empresas do setor, os negócios realizados neste primeiro semestre representam apenas 30% do apurado no mesmo período do ano passado.
Segundo a entidade, o quadro é desesperador. “A principal causa é a crise econômica mundial. Se existe diminuição do consumo, não há interesse em se investir”, explica Thomas Lee, presidente da Abimei.
Para ajudar a superior este período, os importadores têm feito gestões junto ao governo e ao BNDES para a reativação do Finamin, modalidade de financiamento de máquinas e equipamentos, semelhante ao Finame, com base numa cesta de moedas. “O Finamin foi muito utilizado no passado e ajudou a trazer muita tecnologia para o País”, informa, lembrando que nos últimos 10/15 anos o BNDES abriu esse financiamento em poucas ocasiões e com recursos limitados, que rapidamente se esgotaram. “Há alguns anos que esta carteira está fechada”.
Lee afasta qualquer possibilidade de que o Finamin venha a ser utilizado para a importação de máquinas de baixa qualidade – que os fabricantes nacionais reclamam estar prejudicando seus negócios. “Estamos falando de máquinas com alta tecnologia agregada, com valores acima de US$ 50 mil. Tendo esse valor mínimo já bloquearia a participação no Finamin da maioria das máquinas de baixo valor agregado, até porque são máquinas baratas, não precisam de financiamento e, se precisar, o próprio distribuidor financia”, explica.
O dirigente frisa ainda que o Brasil não produz todos os tipos de máquinas-ferramenta que a indústria nacional necessita e, portanto, as máquinas importadas têm uma contribuição a dar para a continuidade do desenvolvimento tecnológico nacional. “Para diminuir a importação de produtos de consumo, a indústria brasileira precisa ser mais competitiva e, para tanto, vai precisar de máquinas importadas”.
Lee diz ter acompanhado pela imprensa as reivindicações feitas pela Abimaq, quanto ao crédito imediato de impostos, como IPI, PIS, Cofins e ICMS na venda de máquinas e equipamentos. “Nós temos essas mesmas reivindicações. Elas beneficiariam tanto a venda de máquinas nacionais quanto de importadas”, afirma.