(07/12/2008) – A Abimaq defende que o governo adote novas medidas para estimular a economia nacional e evitar o agravamento da crise financeira. Segundo Carlos Pastorizza, vice-presidente da entidade, os governos federal, estaduais e municipais devem tomar novas atitudes urgentes para evitar que o País entre em recessão.
Pastoriza informa que a Abimaq criou um comitê para estudar a evolução e os impactos da crise internacional no País. Esse comitê também estruturou medidas consideradas fundamentais para a manutenção do nível de investimento e crescimento econômico brasileiro. A ampliação do prazo de pagamento de impostos e a redução significativa da taxa Selic estão entre as principais recomendações.
“Já houve um movimento no sentido da ampliação do prazo de pagamento de impostos, mas foi muito modesto”, disse Pastoriza, lembrando da concessão de mais até 15 dias para que empresas recolham impostos federais. “Queremos a ampliação do prazo para impostos federais, estaduais e municipais. Pelo menos, mais 30 dias”, disse, acrescentando que essa medida ajudaria as empresas a manter dinheiro em caixa e contornar mais facilmente a escassez de crédito no mercado – umas das conseqchr38uuml;ências da crise.
Ainda com o objetivo de minimizar os efeitos da falta de crédito, Pastoriza cobrou um corte de pelo menos 4 pontos percentuais na Selic, que hoje é de 13,75% ao ano. “Queremos a imediata redução da Selic para um índice de um dígito”, disse. “Se o governo fizer isso, estará dando um sinal de confiança ao mercado e economizando pelo menos R$ 50 bilhões com juros da dívida pública. Esse dinheiro deveria ser investido na geração de empregos”, afirmou.
A Abimaq também defende atuação mais firme para estabilização do dólar, a ampliação dos empréstimos do BNDES e uma cobrança rígida para que os bancos emprestem os recursos sob sua guarda. “Não é ingenuidade exigir que os bancos privados equilibrem seus interesses com os interesses da sociedade”, disse
Caso medidas não forem tomadas, Pastoriza acredita numa paralisação da economia já a partir do segundo trimestre de 2009. Segundo ele, a indústria de máquinas e equipamentos, que registra crescimento de 24,8% só em 2008, entrará em crise pela falta de investimentos, diminuirá sua produção, dispensará trabalhadores e agravará ainda mais o quadro econômico do País.
Fonte: Agência Brasil