(14/03/2010) – A produção industrial em janeiro cresceu em 13 de 14 regiões pesquisadas pelo IBGE, na comparação com os resultados de dezembro. Segundo o estudo, os índices regionais da produção industrial, descontados os efeitos sazonais, tiveram crescimento generalizado, com destaque para os avanços no Espírito Santo (5,6%), Ceará e Pernambuco (ambos com 5,4%) e Paraná (4,0%). As demais altas foram observadas nos seguintes locais: região Nordeste (3,7%), Rio Grande do Sul (3,2%), São Paulo (3,0%), Pará (3,0%), Bahia (2,5%), Goiás (2,2%), Minas Gerais (1,7%), Santa Catarina (1,1%) e Rio de Janeiro (0,3%). A única exceção foi o Amazonas (0,0%) que repetiu o patamar do mês anterior.
Na comparação janeiro de 2010 com janeiro 2009, o país cresceu 16% e houve altas em todos os locais, refletindo a ampliação do ritmo produtivo e a baixa base de comparação, por conta das férias coletivas e das paralisações não programadas em vários setores em janeiro de 2009. Com avanços acima da média nacional destacaram-se: Espírito Santo (48,5%), Amazonas (33,9%), Minas Gerais (28,8%), Bahia (23,6%), Rio Grande do Sul (20,9%), Goiás (19,8%) e Ceará (16,7%). As demais altas foram em São Paulo (15,6%), Região Nordeste (11,5%), Rio de Janeiro (10,7%), Paraná (10,4%), Santa Catarina (7,9%), Pará (5,8%) e Pernambuco (1,2%).
De acordo com o professor de macroeconomia do FGV Management, Robson Gonçalves, a pesquisa indica que o Espírito Santo se recuperou dos efeitos da crise econômica mundial. “O Espírito Santo tem como principais produtos a extração de petróleo e a mineração, esta última atividade voltada para o mercado externo. Com a crise econômica, houve uma paralisação nas exportações e só agora o estado volta a exportar novamente. Já o Ceará, com indústrias voltadas para a produção têxtil de consumo interno, teve seu crescimento sustentado pelo aquecimento da economia nacional.”
Com relação à expectativa para os próximos meses, Gonçalves ressalta que não há motivos para queda nos índices da produção industrial. “A demanda por produtos nacionais está crescendo de forma generalizada. Isso evita que as disparidades entre os estados aumentem. A perspectiva, portanto, é que a produção encerre o ano com crescimento acima do estimado para o PIB, que é de 5,5%”.