São Paulo, 09 de junho de 2026

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30/08/2009

Faturamento do setor de máquinas e equipamentos volta a registrar queda

(30/08/2009) – O faturamento do setor de máquinas e equipamentos caiu 9,8% em julho, em relação ao do mês anterior. Segundo a Abimaq, essa queda interrompe sequência de vários meses consecutivos de crescimento – ainda que abaixo dos patamares de 2008.

Porém, como lembrou o próprio presidente da Abimaq, Luiz Aubert Neto, em entrevista coletiva de imprensa realizada na semana passada, essa queda pode estar ligada às novas regras de financiamento lançadas pelo BNDES. “As medidas foram implementadas no final do mês (27 de julho) e só entraram realmente em operação na segunda semana de agosto”, lembrou Aubert, considerando que muitos compradores podem ter ficado esperando as novas medidas entrarem em vigor antes de concretizar seus pedidos.

Isto explicaria o fato de outros indicadores da entidade estarem em crescimento, como é o caso da utilização da capacidade instalada e o número de semanas de pedidos em carteira. Mas o dirigente prefere esperar os próximos meses para se certificar que esta leitura está correta. Durante a coletiva, os jornalistas também foram informados que até aquele momento – de 27 de julho a 25 de agosto – já haviam sido contratados junto ao BNDES R$ 520 milhões pelas novas regras – volume que inclui financiamento de máquinas, equipamentos, caminhões e ônibus.

JANEIRO A JULHO – Nos primeiros setes meses de 2009, o faturamento acumulado foi de R$ 34,3 bilhões, montante 24,3% inferior ao do mesmo período do ano passado. “Este resultado é reflexo do comportamento negativo da maioria dos setores fabricantes de máquinas e equipamentos“, disse Aubert. As quedas mais acentuadas no período se deram nos segmentos de máquinas para madeira (-70%), máquinas-ferramenta (53%), máquinas e acessórios têxteis (42%) e máquinas e implementos agrícolas (41%). Apenas dois segmentos registraram resultado positivo entre janeiro e julho: bombas e motobombas (11,6%) e bens sob encomenda (10,1%), beneficiados pelas compras realizadas pelos setores de petróleo e gás e infraestrutura.

Ainda sobre o período de janeiro a julho, o consumo aparente (produção – exportação + importação) registrou queda de 8,8%, quando comprado ao mesmo período de 2008. Segundo a Abimaq, o fato de o consumo aparente registrar queda menor que o faturamento “explica-se por uma perda relativa da produção nacional em relação à importada, que em boa parte pode ser atribuída ao câmbio favorável à importação”

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