(16/12/2007) – O mercado brasileiro consome 5 mil máquinas-ferramenta equipadas com CNC a cada ano. Desse total, 50% são importadas. A informação foi divulgada pela Abimei – Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais, em entrevista coletiva, na sexta-feira passada, em São Paulo.
Segundo Thomas Lee, presidente da Abimei, do total das máquinas importadas 60% podem ser consideradas de alta tecnologia, enquanto os 40% restantes são de menor índice tecnológico.
De acordo com o presidente da entidade, o faturamento dos cerca de 70 associados da entidade irá fechar o exercício de 2007 com crescimento de 30%, 10% além do previsto no início do ano. “Acredito que ninguém esperava também que o PIB no terceiro trimestre fosse crescer 5,7%”, disse.
Hoje, os importadores de máquinas e equipamentos industriais movimentam R$ 2 bilhões e geram cerca de 2.000 empregos diretos e indiretos. Para Lee, entre os fatores que impulsionaram o setor esse ano, está a grande demanda da indústria automotiva e a retomada dos negócios no setor de máquinas agrícolas. Para 2008, a entidade espera aumento dos negócios de 20%.
REAL VALORIZADO – Segundo Lee, o dólar a R$ 1,80 não pode ser considerado o principal responsável pelo crescimento das importações de máquinas. “O ideal seria o dólar a R$ 2,50”, diz. Em sua avaliação, o real valorizado tem levado empresas a buscar alternativas de fornecimento fora do País ou mesmo a produzir no Exterior. “O Brasil já está perdendo muito terreno no setor de autopeças”, diz.
Com o dólar a R$ 2,5, as indústrias nacionais exportariam mais, produziriam mais e, portanto, comprariam mais máquinas. Ou seja, com a importação de partes e peças, não se produz no Brasil, nem com máquinas nacionais nem importadas.
“O Brasil ainda consome poucas máquinas”, avalia. “O objetivo da Abimei é o de aumentar o tamanho da pizza e não ficar concorrendo com os fabricantes nacionais”.