(15/06/2008) – Desde o fechamento da ABF – Associação Brasileira de Ferramentas, há quase uma década, os fabricantes de ferramentas de corte do Brasil não contavam com uma entidade para representá-los. O Sinafer – Sindicato da Indústria de Artefatos de Ferro, Metais e Ferramentas em Geral do Estado de São Paulo, resolveu preencher esta lacuna.
A nova gestão da entidade, empossada no final de 2007, tendo como presidente José Duílio Justi, resolveu criar duas Câmaras Setoriais (de ferramentas de corte e de metal duro) para organizar as empresas do setor. Para coordenar as novas câmaras foram convidados Aniello Milone (Hurth Infer) e Cláudio Camacho (Sandvik Coromant), respectivamente.
Até agora foram realizadas duas reuniões conjuntas das câmaras, quando se buscou levantar as necessidades do setor. “Elencamos três prioridades”, informa Camacho. “Precisamos levantar os dados estatísticos do setor sobre faturamento, números de empresas, números de funcionários”, diz. De posse desses dados é mais fácil sustentar possíveis reivindicações do setor, já que se pode calcular o impacto econômico de determinadas medidas. Outras prioridades são o ajuste da classificação fiscal das ferramentas de corte o NCM – Nomenclantura Comum do Mercosul, o que evitaria o subfaturamento em importações e consequentemente a concorrência desleal e, como terceira prioridade, vai se buscar estabelecer modos de ação conjunta para inibir o contrabando e a pirataria de ferramentas.
Milone acrescenta outros pontos que estão na pauta das câmaras, como os relativos às matérias-primas. “Vamos estudar a possibilidade de encaminhamento ao governo de proposta de redução das alíquotas de importação de alguns tipos de aço”, informa. Desconto na participação em feiras, criação de grupos de trabalho sobre logística e comércio exterior, desenvolvimento de estudos mercadológicos no Brasil e exterior e negociações salariais também deverão serão discutidos pelos grupos.
Segundo Milone, apenas 12 empresas se fizeram representar nas reuniões até aqui. Assim, outra prioridade do grupo e ampliar o número de associados. “Vamos divulgar nossas atividades e promover uma campanha de expansão associativa”, comenta.
Para os dois coordenadores, participar de uma associação pode ser de grande importância para as empresas do segmento. “A associação é o ambiente ideal para que os fabricantes possam discutir questões de interesse mútuo”, diz Milone. “Uma coisa é uma empresa fazer uma determinada reivindicação. Essa mesma reivindicação encaminhada pelo Sinafer, ou por uma associação, se reveste de maior força”, observa Camacho.