Dados divulgados pelo IBGE, na semana passada, informam que a produção de bens de capital fechou 2007 com crescimento acumulado de 19,5%. Segundo o IBGE, o bom desempenho deste segmento foi reflexo da manutenção das condições de crédito, da maior estabilidade no mercado de trabalho e do aumento da massa salarial.
De acordo com o levantamento, a produção industrial acumulou crescimento de 6% em 2007, superando o observado em 2006 (2,8%) e 2005 (3,1%). Na opinião dos autores do estudo, “em 2007, o aumento da produção foi abrangente, atingindo 21 atividades, 65 dos 76 subsetores e 66% dos produtos pesquisados”.
Os desempenhos de maior impacto sobre a média global da indústria foram de veículos automotores (15,2%) e máquinas e equipamentos (17,7%). “Nesses ramos – diz o estudo – sobressaíram os itens automóveis, autopeças e caminhões, no primeiro setor, e centros de usinagem, fornos microondas, refrigeradores e máquinas para colheita, no segundo. Também tiveram destaque os resultados positivos de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (14%); outros produtos químicos (5,7%); metalurgia básica (6,8%); indústria extrativa (5,8%) e alimentos (2,5%).”
Esse grupo de indústrias tem uma dinâmica bastante articulada ao bom desempenho das áreas de bens de capital e de bens de consumo duráveis, líderes da expansão recente, além de se beneficiar do dinamismo das exportações de commodities , como é o caso da indústria extrativa (minérios de ferro) e da alimentícia (açúcar). Por outro lado, vieram de fumo (-8,1%), madeira (-3,2%) e material eletrônico e equipamentos de comunicações (-1,1%) as principais pressões negativas.