O Ministério de Ciência e Tecnologia assinou convênio com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e algumas fundações com o intuito de incentivar a contratação de profissionais científicos em micro, pequenas e médias empresas.
Segundo Marco Antônio Zago, presidente do CNPq, “o principal instrumento do programa são as bolsas de natureza tecnológica. Não são bolsas para pesquisas científicas, mas para o melhoramento tecnológico, desde a iniciação tecnológica industrial até o desenvolvimento industrial completo”.
A maior parte dos recursos será destinada a empresas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste que estejam empenhadas no desenvolvimento tecnológico de produtos ou em processos que visem aumentar a competitividade por meio da inovação. A estas regiões serão destinados cerca de R$ 10 bilhões dos R$ 15 bilhões previstos no investimento.
Segundo a ACEB – Associação Comercial e Empresarial do Brasil é de extrema importância que o investimento seja maior nas regiões que possuem profissionais e empresas com grande potencial, mas que, muitas vezes, não têm oportunidades de atuar com tanta veemência no mercado nacional. “Este incentivo será importante para que tais empresas possam competir de igual para igual com as companhias das regiões Sul e Sudeste que, naturalmente, ganham mais destaque entre as empresas do País, por estarem em um mercado de grande representatividade na economia brasileira”, afirma Irineu de Ascenção, diretor de Relações Institucionais da ACEB.
Além de positiva para as micro e pequenas empresas que terão a possibilidade de receber tal investimento, a notícia também é importante para os profissionais do ramo científico, que verão crescer suas chances de entrar no mercado de trabalho e de empreendedorismo e, nele, adquirir novos conhecimentos. “Grande parte dos cientistas só encontram oportunidades de trabalho nas universidades. Fora delas, as possibilidades de se inserir no mercado são escassas. E as empresas do país, por sua vez, também precisam da atuação dos cientistas para melhorar seus produtos e ganhar força no mercado”, salienta Ascenção.
Os recursos já estão sendo transferidos para as Fundações de Amparo à Pesquisa dos diferentes estados para serem aplicados no próximo ano.