São Paulo, 29 de maio de 2022

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04/12/2021

2/3 das indústrias ainda sofrem para comprar insumos

(05/12/2021) – Pesquisa recém-divulgada pela CNI – Confederação Nacional da Indústria mostra que, em 18 dos 25 setores da indústria de transformação consultados, mais de dois terços, mesmo em negociações com o valor acima do habitual, estão encontrando dificuldades para obter insumos no mercado doméstico.

Esse problema aflige 90% do setor de calçados; 88% das indústrias de couro, 85% dos fabricantes de móveis; 79% da indústria química; 78% do vestuário e 78% das madeireiras, além de 77% das indústrias de equipamentos de informática e produtos eletrônicos e 76% do setor de bebidas.

Dentre os setores que dependem de insumos importados, 18 deles também relataram o mesmo problema: a dificuldade de comprar a mercadoria, mesmo que se decida pagar a mais por ela. Os setores mais afetados neste caso foram os farmacêuticos (88%), máquinas e materiais elétricos (86%), vestuário (85%), material plástico (84%), limpeza e perfumaria (82%), têxteis (81%) e móveis (80%).

“Há um buraco na produção industrial que ainda não foi resolvido”, explica o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo. “A nossa Sondagem Industrial de outubro mostrou ajuste nos estoques, uma condição importante, mas que é só um primeiro passo. Outros fatores também precisam ser ajustados”.

De acordo com Azevedo, outros obstáculos são a expansão da demanda global de uma série de produtos, o elevado custo da logística, o alto preço e a baixa qualidade dos contêineres, que vem afetando mais, naturalmente, quem importa.

As dificuldades de abastecimento de insumos e de matérias-primas também estão atrapalhando as indústrias extrativas e de construção civil. Segundo a CNI, em média, 68% das empresas desses dois setores continuam sentindo o problema.

O percentual é um pouco menor do que em fevereiro deste ano, quando 73% das empresas relataram dificuldades na área de insumos. Mas a queda foi pequena, o que demonstra estar a situação ainda bastante complicada.

Mais da metade das indústrias de transformação e extrativas avalia que esse desajuste só terá fim a partir de abril de 2022. Dentre os empresários da construção, 9% acreditam que a normalização virá apenas em 2023.

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