São Paulo, 29 de maio de 2022

06/11/2021

Duas tendências em sistemas de limpeza peças industriais

(*) Cesar Espíndola

(07/11/2021) – Os sistemas de limpeza industrial não param de evoluir. Seu desenvolvimento acompanha o ritmo de evolução das novas tecnologias industriais, e isso exige aprimoramentos contínuos em seus métodos de ação e em sua eficácia. Esses sistemas – que são indispensáveis para a limpeza pesada de peças e componentes de máquinas, removendo partículas contaminantes ou qualquer outro resíduo – precisam acompanhar os requisitos da indústria. Quanto mais ela se supera em seus níveis de qualidade de produção, mais os sistemas de limpeza são exigidos.

E qual é o cenário futuro que se vislumbra para esses sistemas? Os principais avanços deverão ocorrer tanto no âmbito dos processos de limpeza, quanto no da evolução da conectividade e da análise das informações que a IIoT (Industrial Internet of Things, ou Internet Industrial das Coisas) irá proporcionar.

Processos de limpeza industrial – A indústria demanda sistemas com processos cada vez mais flexíveis. Conforme as tecnologias evoluem e novos processos são desenvolvidos, as linhas de produção modernas acompanham essa transformação. Essas evoluções exigem que as máquinas sejam mais capazes de se adaptar às frequentes atualizações de produtos lançados no mercado. Isso evita a necessidade de trocas de equipamentos ou retrofits, que sempre demandam investimentos pesados.

Os sistemas robotizados são os que melhor atendem esse tipo de demanda. Eles são capazes de modificar características do processo com esforço mínimo. E por serem dotados de sistemas de reconhecimento, eles também são aptos a processar diferentes tipos de produtos em uma mesma linha em série. Sua capacidade produtiva é bastante dinâmica e adaptável às necessidades. Como os sistemas atuais mais inteligentes são projetados de forma modular, é possível adicionar ou subtrair etapas do processo conforme as necessidades, e sem grandes esforços de projeto.

Apesar dos sistemas robotizados modulares demandarem investimentos iniciais maiores, certamente eles aumentam muito a durabilidade da linha de produção, permitindo o retorno do investimento no longo prazo. Além disso, há também um ganho com o aproveitamento da infraestrutura instalada em projetos futuros. Todas essas questões ligadas aos processos industriais terão efeitos marcantes no futuro dos sistemas de limpeza.

IioT – Outra tendência para o futuro dos sistemas de limpeza industrial será a maior difusão da aplicação da IIoT – a Internet Industrial das Coisas. Os equipamentos conectados, quando aliados a algoritmos de inteligência artificial, permitirão produzir insights nunca explorados pela indústria.

No momento, os equipamentos industriais são capazes de otimizar esforços de manutenção preditiva com grande assertividade. Hoje não é mais necessária a substituição de um componente somente porque ele atingiu um determinado número de horas de trabalho. Sensores a eles conectados permitem determinar, com mais precisão, a hora correta de fazer um reparo.

E os sistemas de limpeza industrial poderão se beneficiar intensamente dessa tecnologia. Com sistemas conectados e propriamente monitorados, será possível manter os equipamentos operantes de forma eficiente, tal como se fossem novos. Muitas vezes os sistemas de limpeza perdem performance ao longo do tempo por falta de manutenção adequada ou pela simples falta de preparo das equipes de manutenção. As novas tecnologias de monitoramento vão atenuar esses problemas.

Expandindo essa visão, Cesar também comenta que um aspecto ainda não explorado nos sistemas de limpeza é a inspeção por câmeras inteligentes. Quando elas forem conectadas a redes neurais e dotadas de algoritmos de machine learning, elas poderão apontar desvios de performance nos processos. Será possível diagnosticar que a máquina “está doente” e receitar o remédio adequado.

E dessa forma, conectando vários sistemas de limpeza a um único sistema de monitoramento, no futuro será possível transferir aprendizados artificiais de um sistema para outro. Uma máquina aprenderá com os erros da outra.

Todo esse panorama apresentado pode parecer hoje um tanto quanto abstrato. Mas essas visões têm enorme potencial de se concretizarem em um curto espaço de tempo. As tecnologias já existem, e a Spinula vem investido em tudo isso.

(*) Cesar Espíndola, CEO da Spinula Systems

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