São Paulo, 25 de junho de 2026

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09/10/2021

CNI revisa para baixo previsão do PIB industrial


(10/10/2021) – A Confederação Nacional da Indústria (CNI) revisou para baixo a previsão do PIB Industrial para 2021. De acordo com o Informe Conjuntural do 3º trimestre, a alta deverá ser de 6,1%. Em julho, a previsão era de um crescimento de 6,9%.

Já o PIB do país deve se expandir 4,9%. Não houve alteração nesse caso devido às expectativas mais favoráveis do setor de serviços, especialmente nas áreas de tecnologia da informação, logística e serviços técnico-profissionais e com a expectativa de recuperação dos serviços prestados às famílias.

“Conforme a economia se reaproxima da normalidade com o avanço da vacinação, fica evidente que o Brasil terá que lidar com problemas que já atrapalhavam antes da pandemia e, ao mesmo tempo, lidar com os novos desafios trazidos pela covid”, diz o presidente da CNI, Robson de Andrade.

Para Andrade, está cada vez mais claro que o Brasil precisa das reformas tributária e administrativa e a manutenção do compromisso fiscal para seguir o caminho do crescimento. No entender do executivo, tanto mais grave é que à incerteza fiscal se adiciona a política, acirrada com a proximidade do ano eleitoral, o que prejudica a confiança dos agentes econômicos para investir.

Objetivamente, a revisão para baixo do PIB industrial ocorreu pelo desempenho negativo da indústria de transformação no primeiro semestre. A previsão é de que esse segmento cresça 7,9%, um ponto percentual a menos que os 8,9% previstos na versão anterior do Informe Conjuntural.

Na avaliação do gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, no segundo semestre de 2021 a indústria continuará a ser impactada pela falta e encarecimento dos insumos e pela elevação do custo da energia elétrica. “Além disso, a elevação dos juros para conter a inflação vai afetar de forma negativa os custos financeiros e o financiamento das empresas industriais”, aponta.

Segundo Azevedo, vários fatores vêm estimulando a inflação, desde a desorganização das cadeias de suprimentos até a crise hídrica, passando pelos preços das commodities e a desvalorização da taxa de câmbio, tudo isso contribuindo para a elevação dos preços de alimentos, combustíveis e serviços.

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