São Paulo, 20 de maio de 2022

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28/08/2021

Apesar da conjuntura, Abimaq mantém projeção de alta


(29/08/2021) – Nos últimos meses, alguns indicadores econômicos, como as taxas de juros e de inflação e o dólar, passaram a dar sinais negativos. Além disso, as montadoras – principal consumidor de máquinas e equipamentos no País – estão sendo obrigadas a paralisar fábricas devido à falta de componentes. Apesar disso, a Abimaq avalia que o setor não deve ser afetado no curto prazo, mantendo as estimativas de crescimento da indústria de máquinas e equipamentos para 2021.

“Estamos caminhando para atingir nossa previsão de crescimento de 15 a 20% este ano, em relação ao ano anterior”, disse José Velloso, presidente-executivo da Abimaq na semana passada em coletiva de imprensa. Assinalou, porém, que, “como a base de comparação do segundo semestre do ano passado é mais alta, a tendência de crescimento, que hoje está em 27%, deve recuar para os números projetados, o que não quer dizer que vamos vender menos neste segundo semestre”.

“O que estamos vendo no curto prazo é a manutenção dos números de agora”, acrescentou Maria Cristina Zanella, diretora de Economia e Estatística da entidade. “O aumento da taxa de juros, por exemplo, pode vir a prejudicar mais adiante. Mas estamos com carteira de pedidos elevada (cerca de 12 semanas). Na ponta até houve uma desaceleração, mas não há indicativos que o setor vá passar a produzir menos”.

Velloso reconheceu, porém, que o aumento da TJLP (taxa de juros de longo prazo) preocupa, assim como a volatibilidade do dólar, que pode prejudicar as exportações, além de encarecer as matérias-primas, como aço, plásticos, cobre, bronze etc. “E a inflação é sempre preocupante, ainda mais agora que iremos começar as negociações trabalhistas, os dissídios coletivos, com o INPC em torno de 10%… É preocupante, sim, mas o setor de máquinas e equipamentos continua com bom desempenho”, afirmou o executivo.

Dados de Julho – Segundo a Abimaq, “como era esperado, os dados do mês de julho vieram com queda sobre o mês de junho e com crescimento menos intenso na comparação interanual”. A receita líquida registrou queda de 4,3% no mês passado, em relação ao mês anterior. Já na comparação com julho de 2020, houve alta de 7,1%, puxada pelos setores ligados ao agronegócio e de bens de consumo.

“Cabe destacar que o mês de julho de 2020, foi marcado efetivamente pelo início da recuperação das vendas de máquinas e equipamentos. Foi quando, pela primeira vez após o início da crise da Covid19, o setor registrou desempenho superior ao ano imediatamente anterior”, informa o balanço divulgado pela entidade.

Na comparação junho/julho, o movimento foi de queda também nas importações e exportações, de 4,4% e 1%, respectivamente. O consumo aparente também fechou em baixa, de 2,5%. Já na comparação com julho do ano passado, todos os números são positivos: exportações, 26,3%; importações, 38,4%; consumo aparente, 8,4%.

No período janeiro a julho, a receita de vendas do setor de máquinas e equipamentos superou em 34,3% à registrada no mesmo período de 2020. No mercado interno a taxa de crescimento foi de 45,7%.

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