
(22/08/2021) – Dados da última pesquisa “Sondagem Industrial”, realizada pela CNI – Confederação Nacional da Indústria, mostram que a produção industrial brasileira apresentou em julho crescimento pelo terceiro mês consecutivo.
O índice de evolução do nível de produção industrial cresceu 1,7 ponto em relação a junho, fechando em 53,7 pontos, acima da linha de 50 pontos, o que indica aumento da produção.
O indicador varia de 0 a 100 pontos, sendo 50 pontos a linha de corte. Quanto mais acima da linha divisória, maior e mais intenso é o aumento da produção na comparação com o mês anterior.
A utilização da capacidade instalada (UCI) também apresentou alta em julho: ficou em 71%, a maior para o mês de julho em oito anos, ou seja, desde 2013.
O emprego industrial segue igualmente em trajetória de expansão, com o índice de evolução do número de empregados alcançando 52 pontos.
De acordo com a CNI, aliás, nos últimos 13 meses o indicador de evolução do número de empregados ficou acima da linha de 50 pontos em 12 destes meses, o que revela alta do emprego industrial praticamente mês a mês.
No entanto, os estoques caíram em julho e permanecem abaixo do planejado pelas empresas. Ainda assim, para a entidade, a situação é melhor que no segundo semestre de 2020, quando a falta de insumos atingiu o ponto mais crítico.
O problema surgiu na esteira da pandemia do novo coronavírus, tendo a falta de insumos atingido em novembro do ano passado 75% da indústria geral (extrativa e de transformação) e 72% da indústria de construção. Ainda em fevereiro deste ano, os índices foram de 73% na indústria e 72% na construção.
Segundo a CNI, o cenário para a indústria brasileira nos próximos seis meses é, para os empresários, promissor. As expectativas são bastante positivas.
De acordo com a Sondagem Industrial, os industriais esperam aumento da demanda e das exportações e, consequentemente, do número de trabalhadores e da compra de matérias-primas.
“A alta utilização da capacidade instalada e a expectativa de aquecimento da demanda têm elevado também a intenção de investimento, o que deverá estabelecer um círculo virtuoso no setor”, afirma o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.