São Paulo, 20 de janeiro de 2022

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24/07/2021

Produção de aço cresceu 24% e a importação, 140%

(25/07/2021) – Em coletiva de imprensa realizada na última quinta-feira, 22/07, o Instituto Aço Brasil divulgou dados de mercado referentes ao primeiro semestre. De acordo com a entidade, a produção brasileira de aço bruto aumentou 24% frente ao mesmo período do ano passado.

Também nos seis primeiros meses do ano, as vendas internas cresceram 43,9% e o consumo aparente subiu 48,9%. As exportações sofreram queda de 13,7%. Já as importações evoluíram 140,6% de janeiro a junho, somando 2,5 milhões de toneladas.

Os números e a perspectiva de aquecimento para o segundo semestre levaram o Instituto Aço Brasil a rever suas projeções. A expectativa é de que em 2021 a produção de aço bruto cresça 14% (frente estimativa anterior de 11,3%), as vendas internas avancem 18,5% (frente projeção de 12,9%) e o consumo aparente aumente 24,1% (frente estimativa de 15%). Se a meta for cumprida, a produção de aço bruto será um recorde em volume.

“Construção civil, indústria de veículos e máquinas estão retomando; bens de capital, linha branca também têm tido retomada muito consistente do consumo”, disse Marcos Faraco, presidente do conselho do Instituto Aço Brasil. Atualmente, com a retomada dos pedidos de compra, o nível de utilização da capacidade instalada do setor é de 73,5%. Segundo o Instituto, as empresas do setor se organizaram para atender ao aquecimento do mercado, que não sofre com problemas de abastecimento.

Além da retomada dos setores consumidores, a recomposição de estoques também é apontada como responsável pela alta na demanda. Alguns segmentos formaram estoques de defesa para lidarem com a volatilidade do mercado, que provocou uma alta global nos preços das commodities. Conforme informado pela OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, os preços do aço praticados nos mercados internos dos países são os mais elevados desde o ano 2000.

Ainda de acordo com o Aço Brasil, o enorme excedente de oferta de aço no mundo devido ao excesso de capacidade produtiva da ordem de 560 milhões de toneladas é preocupante, pois dá espaço para práticas desleais de comércio, escalada protecionista e desvios das exportações para mercados sem proteção (como no Brasil e demais países da América do Sul). Vários países vêm adotando medidas protecionistas, tais como a Seção 232 nos EUA e salvaguardas na Europa.

O Instituto Aço Brasil alerta que é preciso atenção no processo de abertura comercial da economia brasileira, sendo necessário vincular a redução do imposto de importação à redução do Custo Brasil, como vem sendo defendido pela indústria.

Redução de tarifas de importação – Sobre as pressões do setor de construção civil para a redução das tarifas de importação de produtos siderúrgicos, pelo Governo Federal, o presidente-executivo Marco Polo de Mello Lopes afirmou que não há risco de desabastecimento de produtos utilizados pelas construtoras. Lopes também negou qualquer tipo de negociação com Paulo Guedes, ministro da Economia, para manutenção dos preços até o final de 2021.

“Não existe possibilidade de avançamos em relação a um acordo. O pedido de um determinado segmento, que começa com uma narrativa de que estamos retardando a produção para enxugar a oferta e aumentar preço não corresponde à realidade. Para que precisa de redução de imposto de importação? A não ser para o único objetivo: melhorar a margem de quem está no negócio de importar aço”, disse Lopes durante a coletiva.

 

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