São Paulo, 28 de janeiro de 2022

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22/05/2021

WEG e ZEN investem em inovação para veículos elétricos


(23/05/2021) – A WEG e a ZEN, em parceira com a Rede Senai, Gerdau, CIP e eION, estão investindo em projeto de inovação voltado ao uso em veículos elétricos. Realizado no âmbito do programa Rota 2030 – Alavancagem de Alianças para o Setor Automotivo, a parceria tem como objetivo o desenvolvimento de um redutor automotivo para tração elétrica, já batizado de EletroRedutor.

Previsto para estar concluído até dezembro de 2022, o projeto visa desenvolver um equipamento que permita ao motor elétrico trabalhar com maior eficiência durante a operação do veículo. A expectativa com o EletroRedutor é que ele proporcione ganhos de autonomia e redução de custos com baterias.

O projeto visa inserir as empresas participantes no crescente mercado mundial de veículos elétricos em todos os segmentos: de passeio, carga e transporte coletivo. Paulo Mortari, gerente de Engenharia, Produtos e P&D da ZEN, afirma que o projeto está alinhado às tendências de eletrificação do mercado automotivo. “Dessa forma cria-se rota tecnológica alternativa para o crescimento sustentável para as empresas a médio e longo prazo”, diz.

“A produção de peças para carros elétricos tem um apelo ambiental. A busca de soluções de inovação incrementais e disruptivas a partir do projeto proposto visam explorar aspectos de geometria, materiais e fabricação das engrenagens que venham aumentar a capacidade de torque, diminuição de perdas de potência e atenuar a geração e a propagação de ruídos e vibrações nos veículos eletrificados”, ressalta. 

EletroRedutor – O projeto foi um dos destaques da live promovida pelo Senai na última quarta-feira, 19 de maio, para apresentação dos resultados do primeiro ano de trabalho do programa Rota 2030. De acordo com o Senai, “o programa de Alianças já disponibilizou R$ 88 milhões para projetos e tem o desafio de ampliar a inserção global da indústria automotiva brasileira”

“O Brasil tem capacidade de oferecer ao mundo inovação disruptiva no setor automotivo, a partir do programa Rota 2030”, destacou o diretor-geral do Senai, Rafael Lucchesi. “A proposta é que este movimento de inserção global seja progressivo, permitindo que ao final da vigência do programa o país esteja inteiramente inserido na produção global de veículos automotores”.

Protagonistas – Em sua apresentação, Gilberto Heinzelmann, CEO da ZEN, lembrou que a empresa tem entre os principais produtos de seu portfólio componentes do motor de partida e alternadores, produtos que deixam de fazer parte do powertrain nos veículos elétricos. “Está inserção, portanto, faz parte de nosso planejamento estratégico”.

O executivo afirmou que são amplas as aplicações do EletroRedutor. Lembrou ainda que há vários anos a ZEN tem procurado participar de alianças entre empresas e está completamente alinhada ao modelo adotado pelo Senai, dentro do programa Rota 2030. “É um belo trabalho. Somando as competências do Senai às de empresas da WEG, da Gerdau, vamos mostrar que podemos ser protagonistas também nessa tendência de eletrificação de veículos”.

Valter Khnis, diretor industrial de Sistemas e e-Mobility da WEG, lembrou que sua empresa é uma “entrante” no segmento automotivo, já que seu core business é a área elétrica. “A megatendência de eletrificação dos veículos é o que nos traz a este segmento”, disse, acrescentando que a empresa tem atuado também no desenvolvimento de infraestrutura de eletropostos, para o abastecimento de veículos elétricos.


Em sua avaliação, a eletrificação no contexto da mobilidade, requer performance em vários aspectos: tamanho, peso, rendimento, acelerações melhores. “Quanto à performance, não basta colocar um  motor, um redutor, uma eletrônica para controlar e deixar isso seguir em frente…  Temos de trabalhar profundamente no que se refere a tamanho, peso e rendimento de cada componente, de maneira que sobre energia lá na roda”.

E detalhou: “no powertrain, e isto é de conhecimento mundial, existe um motor, um sistema de acoplamento para a roda e algumas engrenagems nesse acoplamento, que podem ser uma transmissão, uma caixa de câmbio ou apenas uma redução. Com um motor elétrico seria possivel trabalhar muito forte somente com uma redução, em vários subsegmentos da indústria automobilística”.

Em complemento, Heinzelmann, da ZEN, disse que o projeto visa atingir uma condição mais otimizada para o conjunto do powertrain, onde o emprego do EletroRedutor se traduz em maior autonomia. E ressalta: “um sistema como esse não é nada trivial. Exige uma série de competências. Um sistema mecânico como esse passa por um processo de dimensionamento e design que precisa assegurar, junto com a seleção de materiais e ligas que serão utilizadas, não só a performance como a durabilidade, o nível de ruído, entre outras características que,  em termos de engenharia, são elementos críticos de sucesso para viabilizar o projeto”.

“Sabemos que o Brasil tem desafios grandes frente à tecnologia de alguns países, alguns deles muito mais próximos ao protoganismo na produção de veículos”, acrescentou. ”Então temos de ser pragmáticos, juntar essas competências e não ficar num modelo conceitual, numa série-piloto, mas efetivamente buscar a oportunidade de aplicar esse desenvolvimento e fechar o ciclo”. 

O projeto conta com o apoio do Instituto Senai de Inovação em Sistemas de Manufatura, de Santa Catarina. Na Aliança, a Gerdau ficou encarregada do desenvolvimento de novos materiais para a produção do EletroRedutor. Já a CIP, de Guarulhos (SP), é especializada na produção de engrenagens, enquanto a eION, fabricante de buggys, se encarregará dos testes, não só do EletroRedutor, mas de todo o conjunto de powertrain que será produzido pela WEG.

De acordo com Khnis, a WEG trabalha, atualmente, para completar um powertrain competitivo, posicionado no segmento de veículos até 6 toneladas (os LCVs), como os comerciais leves, vans, veículos fora de estrada, aqueles que precisam de um torque melhor ou capacidade de carga melhor.

“Nosso projeto está sendo montado desde o zero, ou seja, desde a matéria-prima ao produto final”, informou o diretor. “E nosso objetivo é prático: queremos testar, usar e ir para o mercado”.

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