São Paulo, 28 de junho de 2026

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13/02/2021

Setor de implementos tem melhor janeiro desde 2014

(14/02/2021) – Com crescimento de 31% no volume de emplacamentos diante de janeiro de 2020, a indústria de implementos rodoviários iniciou 2021 com ritmo aquecido.

O setor entregou para o mercado em janeiro deste ano um total de 11.270 implementos, diante dos 8.610 entregues no primeiro mês de 2020.

“Na estatística destes meses, foi o melhor janeiro desde 2014, quando as entregas atingiram 12.641 unidades”, comemora Norberto Fabris, presidente da Anfir – Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários.

De acordo com Fabris, o primeiro mês do ano costuma ser, tradicionalmente, um período de vendas menos expressivo, mas isto não aconteceu em 2021.

No entender do executivo, o bom desempenho das vendas em janeiro confirma a tendência de recuperação da demanda observada no segundo semestre do ano passado.

A baixa na pandemia a partir de junho/julho permitiu ao setor fechar 2020 com resultado similar ao de 2019. Foram 122 mil equipamentos vendidos no ano passado, um volume de transações 0,77% superior ao de 2019.

Como vem acontecendo nos últimos anos, o segmento de pesados prosseguiu como o mais presente nas vendas, favorecido pelo bom desempenho de setores como o agronegócio – que responde por mais de 40% das vendas de reboques e semirreboques -, construção civil e obras de infraestrutura.

O segmento também vem sendo beneficiado, segundo Fabris, pelo aumento no transporte de remédios e alimentos.

De acordo com a Anfir, os reboques e semirreboques totalizaram 6.728 unidades em janeiro deste ano, contra 4.646 do mesmo mês de 2020, resultando em um aumento de 45% nos emplacamentos.

Na área de carrocerias, o volume foi de 4.542 no primeiro mês de 2021, contra 3.964 unidades em janeiro de 2020, com crescimento de 15%.

A entidade projeta para 2021 uma expansão de 8% nos negócios, o que representaria vendas de quase 132 mil implementos, diante dos 122 mil de 2021.

Porém, esta projeção pode ser prejudicada pela eventual continuidade da situação de desabastecimento de matérias-primas como aço, alumínio e plásticos, que vem há alguns meses afligindo a indústria automotiva de maneira geral, tanto o setor de implementos como o de automóveis, caminhões e motos.

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