
(20/12/2020) – Após 23 anos, Sidney Pimenta Paiva está deixando a Mapal. Presidente e CEO da filial brasileira, Paiva estava acumulando o cargo de presidente da filial dos Estados Unidos desde o início de 2018. Atuando há mais de 40 anos no mercado de usinagem, Paiva irá aposentar-se.
Os planos de aposentadoria já faziam parte do planejamento de Paiva há algum tempo. Ele conta que, a princípio, a intenção era aposentar-se em 2019. No final de 2017, porém, recebeu um convite da Mapal para reestruturar a filial dos Estados Unidos, diretamente do presidente do grupo. “Não tive como recusar”, explica.
“Em termos de experiência, tanto profissional quanto de vida, a oportunidade de atuar no mercado norte-americano foi muito interessante. É um mercado muito dinâmico, muito vigoroso – é sete ou oito vezes maior que o mercado brasileiro”, observa. Assim passou praticamente os últimos três anos com muitas viagens, não só entre Brasil e EUA, mas também dentro dos Estados Unidos, num ritmo intenso.
“Nunca pretendi ter essa responsabilidade, mas reconheço que foi muito importante para encerrar minha carreira profissional”, comenta. Agora, considera o trabalho concluído: “cumpri meu ciclo”, diz. E, enfim, poderá dedicar mais tempo à família, aos filhos e netos e “descansar um pouco os neurônios”. Mas não por muito tempo. Ele conta que acaba de concluir um curso de Business Advisor nos Estados Unidos. “Não pretendo mais trabalhar como executivo. O objetivo agora é atuar como consultor de empresas, contribuindo com algumas empresas com meus 43 anos de experiência”.
Parte do tempo dos últimos dois anos foi empregado na preparação para a transição do comando das filiais, tanto aqui quanto nos EUA. No mercado norte-americano, assume um profissional com larga experiência no mercado de ferramentas, com passagem na Hyperion, do Grupo Sandvik. No Brasil, assume Conrado Diniz, que já vinha atuando na Mapal desde 2014 e já ocupava o cargo de COO. “Foram transições tranquilas”, comenta Paiva, que encerrou o vínculo com a filial brasileira em novembro e, na norte-americana, deixará o board ao final desde mês.
Conrado Diniz, que assumiu o cargo de CEO da Mapal do Brasil neste segundo semestre, destaca a importância de Sidney Paiva para a consolidação da Mapal no mercado brasileiro. “Em 1997, ele foi convidado para criar a filial. Começou com apenas um funcionário e, hoje, a empresa tem mais de 100 colaboradores. Construiu uma empresa que é hoje líder de mercado para usinagem de peças cúbicas, líder em ferramentas de PCD e uma referência em tecnologia e qualidade no Brasil”, explica.
Em termos pessoais, Diniz comenta que Paiva também teve impacto positivo em sua carreira profissional, assim como em muitos outros funcionários da empresa. “Ele é uma referência para muitos dos profissionais da Mapal do Brasil”, diz, acrescentando que seu primeiro emprego, 17 anos atrás, foi na Mapal. Deixou a empresa, acumulou experiências em algumas outras empresas e retornou seis anos atrás.
“Para mim, estar assumindo agora este legado é uma responsabilidade muito grande. Para tanto, pude contar com todo o aprendizado, um processo de transição aberto e transparente que facilitou muito o processo”, diz. “Tenho o Sidney Paiva como um professor da minha vida profissional”.
Um pouco de história – Na verdade, Paiva acumula mais de 23 anos de atividades com a marca Mapal. Antes da criação da filial, já atuava no então distribuidor da marca no Brasil. Em 1997, recebeu o convite para ser sócio e instalar a Mapal Bilz do Brasil.
Em 2000, foi aberta uma pequena oficina de recondicionamento de ferramentas em Contagem (MG). Em 2003, a empresa alemã assumiu 100% da operação da empresa que passou a chamar-se Mapal do Brasil. Ao mesmo tempo, era inaugurada a fábrica em Ibirité, na região metropolitana de Belo Horizonte, que desde então vem recebendo investimentos para ampliações e hoje, além de recondicionamento, produz ferramentas de PCD e ferramentas rotativas de metal duro.