São Paulo, 19 de junho de 2026

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28/11/2020

Como a Ceratizit vê o futuro do mercado de usinagem


(29/11/2020) – Thierry Wolter, membro do quadro diretivo do Grupo Ceratizit, fez uma análise do cenário atual da indústria mundial de usinagem, abordou as estratégias adotadas para superar as dificuldades trazidas pela pandemia de Covid-19 e adiantou planos para dar continuidade ao processo de conquista de participação no mercado mundial. Essas considerações foram feitas no último dia 26 de novembro, durante o It’s Tool Time!, evento global online da Ceratizit para clientes e imprensa.

De acordo com Wolter, os últimos 10 anos foram muito positivos para empresa, tendo crescido tanto organicamente quanto através de aquisições, como as da Komet, WNT e Klenk, que aumentaram significativamente seu portfólio de produtos. Graças a isto, segundo ele, a empresa está hoje muito bem posicionada internacionalmente, pronta para expandir ainda mais sua prenseça nos mercado da Ásia e da América do Norte. “Somos o quarto maior produtor mundial de metal duro e estamos na Champions League do segmento de ferramentas de corte”, comentou.

Em sua avaliação, a pandemia impactou fortemente as atividades do setor, que já apresentava sinais de declínio. “A indústria automotiva, um dos principais consumidores de ferramentas de corte, já apresentava retração em 2019, o que nos obrigara a projetar várias ações, que agora estamos implementando, como a agilização de nossos processos internos e externos e a intensificação do foco no cliente”.

DIGITALIZAÇÃO – Outro foco está na digitalização, que, segundo o executivo, teve início na Ceratizit muito antes de se começar a falar em Indústria 4.0, o que permitiu à empresa levar a cabo as vendas em linha e por canal durante a crise. “Embora em nosso ramo de atividade o contato humano seja muito necessário, com a digitalização estamos conseguindo manter o distanciamento social, criamos um canal exclusivo através do qual os clientes conseguem acessar todos os produtos e serviços ofertados pela empresa, inclusive ferramentas especiais”.

Diante de tantas notícias positivas, o moderador questionou Wolter se a crise não havia afetado os negócios da empresa. “Sim, a crise nos afetou. No pico da primeria onda, em abril e maio, os pedidos caíram 40%, sendo que em alguns países como Índia, México e Brasil foi ainda pior. Em setembro tiveram início recuperações graduais, mas não acredito que ainda este ano voltaremos aos niveis anteriores à crise. Devemos fechar o exercício de 2020 com queda de 20%, o que é bastante significativo”.

“Assim como todas as crises, esta crise é negativa e dolorosa. Porém, a Ceratizit é uma empresa privada, financeiramente sólida, e que não pode desperdiçar as oportunidades, assim temos muitas ações em marcha, fazendo todo o possivel para ganhar participação no mercado e nos tornarmos ainda mais fortes do que antes da crise”, acrescentou.

Wolter destacou que, sobretudo nas crises, os clientes buscam parceiros financeiramente sólidos e confiáveis. Assim, num primeiro momento a empresa procurou garantir o abastecimento de seus clientes, com foco especial naqueles diretamente envolvidos na fabricação de produtos exigidos pela área da saúde, como respiradores, máscaras e equipmentos de proteção individual, ao mesmo tempo que internamente adaptava a produção à nova situação, aplicando todas as medidas de higiene e segurança. Destacou ainda que, simultaneamente, foram intensificadas as atividades de inovação e marketing.

E como Wolter vê o futuro da indústria de usinagem, perguntou o moderador. “Creio que esta crise foi um duro golpe em nossos clientes e em toda a indústria”, disse, citando o caso da indústria de aviação, para a qual não se prevê que retorno aos níveis pré-crise até 2024/25. Já no caso do setor de automotivo, observou que a crise promoveu a aceleração do processo de eletrificação, como ocorreu na Alemanha, onde 18% dos veículos produzidos já são elétricos ou híbridos. “E todos sabem que a necessidade de usinagem em um veículo elétrico é bem menor que nos motores a combustão normais, o que é bom para o meio ambiente, mas ruim para a indústria de usinagem. Além disso, no segmento de engenharia mecânica geral existe muita capacidade ociosa, o que significa redução dos investimentos e que está indústria também tardará a recuperar-se”.


INOVAÇÃO – Para superar os obstáculos do novo cenário mundial, os planos da empresa estão centrados em inovação. “A inovação em produtos, processos e serviços para apoiar ainda mais nossos clientes. Nos preperamos para oferecer aos nossos clientes melhores produtos para que possam ser mais competivos”.

Entre as inovações, Wolter citou a tecnologia Free Turn, desenvolvida pela Ceratizit, que possibilita o emprego do HDT – High Dynamic Turning , apresentada pela empresa como uma revolução, que “libera as restrições do processo de torneamento e altera padrões desse processo de usinagem estabelecidos há mais de um século”. No evento, foram destacadas as contribuições recentes ao processo desenvolvidas por parceiros da empresa, como a DMG MORI, Heindenhain e OpenMind (hyperMill).

Outro destaque entre as novas tecnologias da empresa é o ToolScope, que possibilita controle total do processo, com monitoramento digital da produção. O sistema registra os sinais da máquina são gerados durante o processo de produção, permitindo monitorar e ajustar as máquinas, com ganhos de produtividade de 30% e aumento da vida útil das ferramentas que ultrapassam 50%. Foram apresentadas ainda novas classes para aços e ferros fundidos, brocas de alta performance, sistemas de fixação para máquinas 5 eixos, entre outros.

Na área de serviços, o principal foco está na otimização dos processos dos clientes, incluindo a gestão de projetos. Segundo a empresa, todos os processos de usinagem têm um potencial não aproveitado e, cada vez mais, os clientes demonstram abertura para soluções de melhoria de produtividade e redução de custos.

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