São Paulo, 30 de junho de 2026

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25/07/2020

WEG investe em monitoramento e análise de dados

(26/07/2020) – Nos últimos dois meses, a WEG anunciou a compra de duas startups da área de IA (inteligência artificial), a Birmind e a Mvisia. As aquisições fazem parte de um plano traçado pela empresa, há três anos, de levar as funcionalidades da indústria 4.0 para os seus clientes.

A Birmind atua no mercado de IA aplicada a Industrial Analytics. Já a Mvisia é especializada em soluções de IA no campo da visão computacional para a indústria. “As empresas são bem diferentes e assumem diferentes funções dentro da nossa estratégia”, afirma Carlos José Bastos Grillo, diretor de Negócios Digitais da WEG.

Como provedora de soluções, a WEG afirma entender o conceito de indústria 4.0 de forma simples, com base no monitoramento de informações e tomada de decisão a partir dos dados obtidos. A empresa oferece uma gama de soluções como o Motor Fleet Management, que possibilita o monitoramento de motores, inversores de baixa e média tensão, redutores e motorredutores de uma planta.  “Se pensarmos que 70% da energia consumida pela indústria está relacionada aos motores elétricos, nós estamos falando do controle digital desses gastos”, aponta o diretor. Ele acrescenta que essa camada de sensoriamento oferecida pela WEG se desdobrou para uma série de soluções, como softwares e plataformas, que hoje compõem a WEG Digital Solution.

Com o tempo, o uso de softwares e plataformas de gestão dos dados começa a demandar uma camada adicional de inteligência, o que justifica o investimento da WEG em empresas de IA e analytics. “Tirar informações que estão por trás de números e trazer dados detalhados é o que a gente está buscando ao acelerar processos de inteligência artificial e analytics”, explica Grillo. Segundo o diretor, a chegada da Birmind e da Mvisia acelera algo que já estava acontecendo na WEG.

Em setembro de 2019, a WEG anunciou a aquisição de 51% do capital social da PPI-Multitask, especializada na integração de sistemas de automação para controle de máquinas e processos industriais. Com o negócio, a WEG passou a oferecer softwares MES (Manufacturing Execution System). “Vários clientes do setor de usinagem, por exemplo, conseguem aumentar a produtividade por meio da gestão da execução. O MES, da PPI, permite uma série de customizações relacionadas à produção, como o uso de duplo palete, gestão de ferramentas e tempo de usinagem. A PPI traz em sua bagagem muita experiência de uso e, por isso, foi a escolhida”, conta Grillo.

Pandemia e digitalização – De acordo com o diretor de Negócios Digitais da WEG, no início da pandemia houve uma preocupação em relação à área, já que muitas empresas foram obrigadas a rever seus projetos. No entanto, passados alguns meses, a WEG percebe que muitas empresas estão abertas ao processo de digitalização. “Há uma abertura maior para esses processos, o que nos traz vantagens. Hoje, a grande dúvida das empresas é qual caminho seguir para adentrar a digitalização”, comenta.

Para Grillo, o primeiro passo a ser dado por qualquer empresa, de qualquer porte, é o início da identificação e coleta de dados: “É uma jornada com muitas etapas, que podem ser ajustadas à capacidade de investimento das empresas. Quando esses dados são gerados, eles vão, literalmente, para as mãos de quem toma decisões. Se eu fosse um pequeno empresário e tivesse que tomar uma decisão, iria em duas direções: dados e consumo. Apostaria em soluções inteligentes para o monitoramento do consumo de energia, por exemplo. Monitorar os dados permite reduzir, melhorar e otimizar”, conclui o diretor.

 

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