São Paulo, 19 de junho de 2026

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15/06/2020

Pilz do Brasil espera crescer mais de 10% em 2020


(14/06/2020) – Apesar do cenário de crise causado pela pandemia de coronavírus, a Pilz do Brasil se mantém o otimismo em relação ao mercado em que atua, o de tecnologia da automação. Neste ano, a empresa espera um crescimento acima dos 10% em relação a 2019.

A estratégia da companhia é buscar demandas em novos nichos de mercado, uma vez que o setor automobilístico – que concentrava grande parte da carteira de clientes da Pilz – está entre os mais afetados pela pandemia: “Estamos atentos a alguns segmentos que, mesmo neste difícil período, continuam em expansão, como a indústria alimentícia. O Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo e este mercado continua em crescimento”, diz Paulo Fernandes, que assumiu a direção da Pilz do Brasil em abril deste ano.

Outros setores que estão na mira da Pilz do Brasil são o farmacêutico, de cosméticos e frigorífico, que, segundo Fernandes, também devem crescer em 2020. “A gente atuava muito pouco no mercado frigorífico, por exemplo. Mas agora estamos muito atentos, pois há um grande potencial. Inclusive, realizamos alguns eventos dedicados a essa área. Tudo isso tem gerado bons resultados, já estamos atendendo alguns projetos”, conta o diretor da empresa.

De acordo com Fernandes, a pandemia possibilitou uma mudança no modelo de negócios da empresa. “A Pilz é uma das indústrias precursoras no conceito de smart factory e essa pandemia nos mostrou um caminho interessante”, aponta. Globalmente, a empresa conta com duas unidades produtivas, na Alemanha e na China. Quando a China passou pelo lockdown, as operações da planta asiática foram transferidas para a Alemanha. “Graças à tecnologia de smart factory a produção chinesa foi readequada. Isso também aconteceu quando, posteriormente, a produção alemã precisou ser deslocada para a China. Isso demonstra o quanto a nossa tecnologia e modelo de negócios foi, e continua sendo, importante neste período de pandemia”, destaca Fernandes.  

No Brasil, a empresa teve outra importante experiência em relação à oferta de treinamentos. Em tempos pré-pandemia, as turmas presenciais contavam com 15 alunos, em média. “Os treinamentos são uma parte importante do nosso negócio. Com a pandemia, preparamos um treinamento online, sobre NR-12, o mais solicitado pelos clientes. Tivemos 22 participantes. Foi uma surpresa e, assim, nós descobrimos mais um nicho para ser explorado: o ensino à distância”, afirma Fernandes. A empresa agora está trabalhando na Academia Pilz para atender essa demanda. Por enquanto, a Pilz está estudando as melhores plataformas para oferecer o conteúdo e, paralelamente, desenvolvendo vídeos para cursos. Os primeiros treinamentos devem ser lançados em dois (ou três) meses.

Feira virtual – A Pilz do Brasil realizou, de 8 a 10 de junho, a sua primeira feira virtual, com a participação de cerca de 250 pessoas (do Brasil e exterior). A empresa apresentou soluções nas áreas de Indústria 4.0; Segurança Industrial; Robótica e Serviços. Fernandes explica que a intenção da Pilz do Brasil estava além da promoção de produtos: “Estamos focados em soluções e queremos promover o conhecimento”.

Segundo Fernandes, a empresa buscou realizar uma feira focada em soluções que ajudassem os clientes a melhorar a saúde e a segurança ocupacional de suas empresas. “Trouxemos algumas soluções específicas para indústria alimentícia, como um webinário sobre a aplicação da norma NR-12 neste segmento. Mais do que apresentar produtos, queremos gerar conhecimento para o público”, reforça.

Durante a feira, os participantes podiam agendar horários e conversar com especialistas da empresa, na área Fale com um Especialista. Também foram realizados webinários, que de acordo com Fernandes, foram muito satisfatórios em termos de público. “Tivemos a participação de um público especializado e muito engajado, o que é muito importante para nós”, ressalta.

Para o diretor da empresa, a pandemia mostrou que o formato das feiras, talvez, já precisasse passar por uma revisão. “O Brasil é um país de extensões continentais e com uma logística um tanto quanto complicada. Então, era preciso repensar o modelo das feiras, realizando eventos regionais, indo até os clientes, ou adotando a modalidade virtual”, explica.

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