(19/04/2020) – Fabricante de ferramentas com sede na Suíça, a Lamina Technologies tem se esforçado para adequar suas operações na matriz e no mundo ao novo quadro da indústria em meio a uma pandemia. No Brasil, assim como nas demais filiais da empresa, a maior preocupação é com a saúde e a proteção dos funcionários, sem descuidar do atendimento às necessidades do cliente.
“Desde o início da pandemia estamos seguindo as orientações de nossa matriz, na Suíça, para preservar os funcionários, mantendo toda a equipe em isolamento social, conforme orienta a OMS”, diz Thomaz Franco, gerente Nacional de Vendas. “Todos os colaboradores estão trabalhando em home office, usando todos os recursos tecnológicos (celular, Skype, redes sociais) para manter o contato com os clientes. Nosso Departamento Técnico está colhendo e passando todas as informações sobre processos e produtos, para que os clientes não tenham dificuldades em suas frentes de produção”.
De acordo com Franco, “em consequência da pandemia, está ocorrendo uma mudança abrupta no mercado mundial, e o setor industrial tem procurado se adaptar à nova realidade, preservando a segurança dos funcionários, clientes e fornecedores ao mesmo tempo em que tenta evitar um colapso econômico. Nós, no Brasil, também teremos que nos adaptar rapidamente”.
IMPORTAÇÕES – O gerente conta que a fábrica da Lamina, instalada em Yverdons-les-Bains, não parou, até porque é robotizada, precisando de poucos funcionários para operar – respeitando o distanciamento seguro, trabalhando em turnos de produção. “Já o pessoal administrativo estava em home office até a semana passada, quando voltaram ao escritório em sistema de dois turnos: o primeiro das 6 às 12h e o segundo das 12:30 às 18:30h. Desta forma, os turnos não se encontram, evitando, assim, aglomerações”.
Na área de logística é que se concentram as maiores dificuldades. “Nas importações, estamos tendo dificuldades, pois as companhias aéreas estão operando com poucas opções de voos e a mão de obra responsável pela entrada e saída de materiais em todo o mundo, inclusive no Brasil, está trabalhando em menor número que o habitual, além do transporte até nossos estoques, por isso os prazos aumentaram. Sem contar que ainda enfrentamos o problema da volatilidade do câmbio”.
O gerente destaca, porém, que os estoques na matriz estão abastecidos. No Brasil, ele conta que a chegada da última importação atrasou, devido ao fechamento de alguns aeroportos e o pico da pandemia na Suíça. “No entanto, até a próxima semana também estaremos com nosso estoque local equilibrado”, informa.
“Sabemos que este é um desafio além de nossa imaginação, mas com dedicação, união, direcionamento e muito trabalho iremos conseguir minimizar o impacto imediato e, por fim, passar por mais esta provação”, conclui.