São Paulo, 01 de julho de 2026

Apoio:

Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio

07/03/2020

Indústria de transformação cresceu apenas 0,1% em 2019


(08/03/2020) – Divulgados na última quarta-feira, 4, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os dados referentes ao Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2019 mostram que a indústria de transformação não reagiu como se esperava.

Se o PIB cresceu 1,1% frente a 2018 – após altas de 1,3% em 2018 e 2017, e de retrações de 3,5% em 2015 e 3,3% em 2016 – o crescimento da indústria de transformação foi de apenas 0,1%.

Incluindo todos os subsetores, a indústria avançou 0,5% em 2019. O crescimento foi puxado pela indústria extrativa (3,4%) e pelo aumento da extração de petróleo e gás natural (a extração de minério de ferro prosseguiu em queda).

De acordo com o IBGE, contribuíram para o desempenho ruim da indústria de transformação a forte desaceleração do investimento, notadamente em máquinas e equipamentos, e a contração das exportações, sobretudo do setor automotivo, que continuou prejudicado pela crise na Argentina, o principal parceiro comercial do Brasil no segmento.

Esta fraca reação manteve a trajetória de queda da participação da indústria de transformação no PIB brasileiro. Em 2019, o setor representou apenas 11% da atividade econômica. Na virada dos anos 2000, a atividade respondia por mais de 15% do PIB. Em 1970, a participação era de 21,4%. A indústria brasileira é uma das que mais apresentaram recuo no mundo nos últimos 50 anos.

Segundo levantamento do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), o Brasil teve a terceira maior retração do setor entre 30 países desde 1970, ficando atrás apenas da Austrália e do Reino Unido, que, no entanto, sofreram um processo de desindustrialização benigna, já que os investimentos e os gastos migraram para os serviços de ponta, o que não aconteceu com o Brasil.

“De qualquer forma, o Brasil continua sendo o nono parque industrial do mundo, o que não é pouca coisa”, observa o economista do Iedi Rafael Cagnin. “Apesar da perda de espaço da indústria na economia ser um movimento estrutural, o país tem condições de reverter este quadro, se criar uma condição de estabilidade para permitir investimentos em inovação e adotar uma verdadeira agenda de reformas”.

Usinagem Brasil © Todos os direitos reservados.

Desenvolvido por:

Este site usa cookies para personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Conheça a nossa Política de Privacidade.