(02/02/2020) – O ano de 2019 foi positivo para o setor portuário privado brasileiro. A União autorizou a instalação de 20 novos terminais privados, o que representa uma carteira de investimento de R$ 1,5 bilhão.
De acordo com a Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), o perfil de carga que mais se destacou foi o granel líquido, que será movimentado por 14 desses 20 terminais.
Dentre as regiões, a Região Norte foi a maior beneficiada, com a criação de 11 novos terminais privados, mais da metade, portanto. Segundo o presidente da ATP, Murillo Barbosa, esta região tende a ter ainda mais destaque nos próximos anos.
“O potencial da região é enorme, seja pelo aumento da produção de bauxita e de grãos no norte do Mato Grosso e áreas próximas, seja pela conclusão da BR 163”, afirmou Barbosa.
Sete dos novos terminais da região foram construídos ao longo do Rio Amazonas e podem utilizar a saída marítima da Barra Norte, que já ocupa o 4º lugar do país em tonelagem de carga transportada.
A ideia da ATP, que representa 29 empresas de grande porte, responsáveis pela movimentação de 60% da carga portuária brasileira, é ampliar ainda mais a capacidade dos portos do Rio Amazonas por meio do chamado Projeto Barra Norte.
A meta é elevar a segurança da navegação na foz do rio e contribuir para a eficiência logística dos navios, de modo que as embarcações possam ser totalmente carregadas, o que ainda não ocorre.
Isso seria possível com o aumento de apenas 1 m de calado para os navios que passam pela região, permitindo um salto das atuais 55 mil t de carga por navio da classe Panamax para, pelo menos, 63 mil toneladas. No ano de 2018, esta providência teria representado uma economia de mais de US$ 57 milhões em frete.
Para 2020, a perspectiva é de aumento na carteira de investimento. Ainda no ano de 2019, foram feitos 16 novos anúncios públicos. Destes, 13 são pedidos para autorização de novos terminais e 3 são de alteração do perfil de carga movimentado.
A estimativa de investimento é de R$ 7,7 bilhões, com destaque para os pedidos de autorizações de novos terminais no Espírito Santo, com perspectiva de R$ 3,1 bilhões, e em Santos (SP), com R$ 2,8 bilhões.